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O que faz um CEO: 12 atribuições fundamentais para 2022

O papel do CEO vai muito além de representar a companhia para o mercado, já que sua atuação também está ligada com a gestão da equipe e dos processos – e, consequentemente, seu sucesso.

O que faz um CEO? Para alguns, esta é uma pergunta simples de responder, especialmente para quem atua nesta função ou já tem muito conhecimento sobre ela. Porém, não é raro encontrar quem não saiba exatamente qual é o papel do CEO – o que pode acontecer até mesmo com alguns deles.

Inclusive, cabe ressaltar que não há demérito algum em não saber exatamente o que esses profissionais fazem. De acordo com uma pesquisa da EgonZehnder, apenas 32% dos CEOs sentiram-se totalmente preparados para assumirem o cargo, contra 48% que estavam relativamente preparados.

A pesquisa ainda trouxe algumas citações em relação aos aspectos do processo de sucessão que poderiam ter sido melhores. Confira:

  • Compartilhar mais dos verdadeiros desafios do segmento, da empresa, de sua cultura e da equipe de liderança.
  • Definição da função, processo de avaliação e um loop de feedbacks construtivos.
  • Um onboarding profissional.
  • Mais tempo explicando e mostrando qual é o papel de um CEO, já que não é uma função operacional.

Essa última citação já ajuda a entender melhor o que faz um CEO de uma empresa, mas há vários outros pontos que podem ser destrinchados para facilitar a compreensão deste papel. Afinal, a evolução é um processo contínuo.

A mesma pesquisa mostrou que 54% dos CEOs concordam que a transição para esta função demandou um período intenso de reflexão pessoal, ou seja, o aprendizado é constante.

Ao entender com maior riqueza de detalhes um CEO faz, você saberá melhor o que esperar de seu CEO e poderá até ajudá-lo com feedbacks construtivos, além de, é claro, preparar-se pessoalmente para assumir este papel em algum momento da sua carreira, seja em um futuro próximo ou distante.

Qual é a diferença entre CEO e COO?

Esses são dois C-Levels com nomes parecidos, mas as funções são bem diferentes, pois CEO corresponde a Chief Executive Officer, enquanto COO corresponde a Chief Operating Officer. Logo, o CEO é o diretor executivo, enquanto o COO é o diretor operacional.

Em suma, o CEO é responsável pela estratégia e pela visão da empresa, além do foco na direção, na gestão dos investidores e do mercado como um todo. Sua atuação se dá mais “da porta para fora” da companhia.

O COO, por outro lado, é responsável pelo estratégico-tático, pelos processos e pelas entregas da empresa, além do foco no ritmo e na velocidade de execução. Sua atuação, logo, se dá mais “da porta para dentro” da companhia.

O CEO do G4 Educação é Luccas Riedo, enquanto o COO é João Vitor, ambos vitais para o funcionamento da empresa, mas com papéis diferentes.

As funções que veremos a seguir ajudarão a esclarecer ainda mais essas diferenças.

Afinal, o que faz um CEO?

Embora seja difícil definir as atribuições de um CEO em uma lista, já que elas podem variar significativamente de acordo com cada empresa e seu estágio de maturidade, alguns papéis se consolidam entre os principais e, portanto, merecem ser destacados, como os seguintes:

#1 – Construir um negócio de sucesso

Esta é uma definição mais ampla, já que o sucesso depende muito de cada companhia. Por exemplo, atingir um faturamento anual de US$ 1 bilhão é um sonho bastante distante para várias empresas, mas não para a Coca-Cola, que faturou por volta de US$ 33 bilhões em 2020, de acordo com o portal Statista.

Porém, é interessante destacar uma pergunta feita na pesquisa da EgonZehnder, que foi a seguinte, em tradução livre:

Além de construir um negócio de sucesso, quais dois entre os seguintes objetivos de trabalho são os mais importantes para você?”

Logo, subentende-se que este é o principal objetivo de qualquer CEO e que, por isso, merece abrir a lista.

#2 – Investir no futuro para garantir o sucesso da empresa no longo prazo

Construir um negócio de sucesso é muito importante, mas garantir seu sucesso a longo prazo pode ser ainda mais difícil. Logo, um bom CEO precisa pensar nos próximos passos para poder tangibilizá-los e, assim, definir o que será feito para chegar lá.

Quando foram apontadas as diferenças entre CEO e COO, foi citado que o CEO tem um papel estratégico, o que se aplica bem no planejamento do que será feito no futuro para atingir e manter resultados cada vez melhores.

#3 – Criar uma cultura baseada em valores e com propósito

Sem dúvidas, uma das maiores riquezas de qualquer negócio é a sua cultura organizacional. Quando ela é bem definida e seguida por toda a equipe, torna-se muito mais fácil atingir as metas e objetivos propostos para o curto, médio e longo prazo.

Sendo essa uma responsabilidade tão grande, o profissional ideal para assumi-la é o CEO, já que ele conhece bastante sobre a empresa por sua vivência e, então, torna-se capacitado para tal.

Há empresas que se destacam muito por sua cultura, como é o caso do Nubank. Inclusive, entre as lições de cultura empresarial de acordo com David Vélez, fundador da empresa, destacam-se as seguintes:

  • Não venda produto, venda cultura.
  • Faça um documento com a sua cultura.
  • Só a cultura sobrevive ao longo prazo.

Um bom planejamento de cultura e uma execução assertiva tendem a fazer com que a empresa seja muito mais bem-sucedida.

#4 – Definir e redefinir objetivos

Toda empresa deve ter seus objetivos, que são aquilo que ela deseja alcançar. No G4 Educação, por exemplo, o BHAG da empresa é ajudar a gerar 1 milhão de novos empregos por meio dos alunos até 2030.

Este é um objetivo de longo prazo, mas até que se chegue lá, há vários outros objetivos de curto e médio prazo, os quais devem corroborar para que seja possível atingir aqueles que estão mais distantes.

Como o objetivo afeta a toda a empresa, a qual deve empenhar-se para atingi-lo, cabe ao CEO definir tais objetivos de modo que todos os vetores dentro da companhia estejam voltados à mesma direção, o que diminui atritos e aumenta a eficiência.

Além de definir o que deve ser feito, o CEO também tem o papel de mostrar como se chegará até aquele objetivo, algo como uma rota traçada no mapa.

Cabe destacar que por mais que um objetivo seja bom, nada impede a existência de mudanças de rota no meio do caminho – o que, inclusive, é natural. Porém, caso isso aconteça, toda a organização deve saber do que foi definido para que também possa navegar na mesma direção.

Uma metodologia que está diretamente relacionada com isso é a de OKR (Objectives and Key Results), que define tanto o que será escolhido como objetivo quanto como se chegará até ele.

#5 – Definir estratégias (e revisá-las constantemente)

Na comparação entre CEO e COO, foi citado que o primeiro é responsável pela parte estratégica, enquanto o segundo está ligado ao estratégico-tático. Vale entender a diferença entre os termos para saber o que de fato eles querem dizer.

A estratégia refere-se à organização de maneira geral, com objetivo de atingir os objetivos da empresa mais para o longo prazo. Aqui no G4 Educação, por exemplo, o CEO tem como uma das atribuições o cumprimento do BHAG da empresa.

O COO, por sua vez, está no estratégico-tático, ou seja, também é orientado pela estratégia, mas precisa fazer o tático tornar-se realidade, que consiste na implementação da estratégia definida por meio de tarefas e atividades de curto prazo.

Além de definir as estratégias, é importante que o CEO as revise constantemente, já que elas podem mudar com o passar do tempo. A pesquisa da EgonZehnder indica que 79% dos CEOs entrevistados concordam que precisam da capacidade de se transformar e de também transformar suas organizações.

Com boas estratégias, o objetivo é chegar da melhor maneira possível aos objetivos que foram traçados.

Leia também: Gestão estratégica: conheça este método de gestão empresarial

#6 – Recrutar a equipe responsável pela execução das estratégias

Não há como falar sobre o que faz um CEO sem pensar em sua importância na seleção de talentos para a companhia. Porém, este é um ponto que merece uma explicação mais detalhada para não transmitir uma imagem equivocada.

Quando pensamos em empresas com equipes menores (por exemplo, em torno de 15 colaboradores), talvez o CEO pudesse participar dos processos de contratação, quer com sua participação nas entrevistas ou mesmo com sua anuência para a seleção dos talentos.

Porém, quando pensamos em organizações maiores, com dezenas, centenas ou até milhares de colaboradores, é humanamente impossível que ele participe de todos os processos, o que impediria que ele conseguisse desempenhar outras funções importantes.

Logo, cabe destacar aqui que o CEO tem papel fundamental na seleção de colaboradores estratégicos, como aqueles de C-Level, por exemplo, os quais terão um relacionamento direto com ele e estarão diretamente responsáveis por executar as estratégias e também o planejamento tático.

Além disso, ao contratar bons C-Levels, com toda a capacidade necessária e um bom fit com a cultura da empresa, o CEO saberá que as contratações feitas por tais profissionais serão bastante assertivas, contribuindo para o sucesso do negócio.

O tema, inclusive, está relacionado com o modelo de cultura de gestão libertária implementado por Tallis Gomes no G4 Educação, na Singu e na Easy Taxi, que diz que o papel do CEO é garantir a contratação de talentos e as ferramentas para que eles exerçam suas funções sem maiores dificuldades.

#7 – Auxiliar quando necessário

Voltando novamente à ótima pesquisa da EgonZehnder, quando os CEOs foram perguntados sobre o que poderia ser melhorado em seu processo de sucessão, uma das respostas, já destacada anteriormente, menciona que o cargo de CEO não é operacional.

De fato, sua atuação é muito mais estratégica, ao passo que a execução fica a cargo de outros colaboradores. Porém, isso não significa que ele não está apto a auxiliar a equipe, especialmente quando pensamos em um modelo hierárquico mais horizontalizado.

É claro que não é possível que o CEO ajude com todas as atividades, já que isso impediria o exercício de suas funções estratégicas a contento, mas seu auxílio também é importante para que a equipe possa caminhar adequadamente.

Isso, inclusive, aproxima a figura do CEO de toda a equipe, proximidade que é bastante importante. Quando o oposto acontece, isso costuma ficar claro para os colaboradores: dados de uma pesquisa da APPrise Mobile mostram que 23% dos entrevistados não tinham certeza do nome de seus CEOs.

#8 – Monitorar o progresso

O objetivo é atingir as metas propostas, mas a análise do progresso deve ser feita de maneira contínua e progressiva. Deixar para que tal análise seja feita apenas quando se está chegando próximo ao deadline desses objetivos não é uma boa escolha.

Isso acontece pelo fato de que mudanças de rota podem ser necessárias. Se o primeiro planejamento não trouxe bons resultados, então é preciso pensar em diferentes alternativas para continuar avançando, já que várias circunstâncias internas e externas podem afetar a execução.

Mesmo que a coleta dos dados não seja feita diretamente por ele, um bom CEO analisa os resultados de desempenho e progresso e pensa, junto com sua equipe estratégica, o que pode ser feito para melhorar e não ficar à mercê da causalidade.

#9 – Lidar com as pressões e responsabilidades de administrar uma empresa

O livro “O lado difícil das situações difíceis: Como construir um legado quando não existem respostas prontas” traz uma série de atribuições e responsabilidades para os CEOs. Uma delas é justamente lidar com as responsabilidades e pressões envolvidas com a administração de uma empresa.

A dificuldade é parte inevitável da gestão, pois passa pelo estresse e pela tomada de decisões complicadas tomadas pelos gestores. Inclusive, se isso não for administrado corretamente, da gestão de tempo à delegação de responsabilidades, as consequências podem afetar até a saúde física e mental do CEO.

É fato que a dificuldade é bem exaustiva, mas é nesses momentos que alguns líderes manifestam ainda mais força. Além disso, tais desafios não precisam ser encarados apenas por ele, mas devem ser distribuídos com sua equipe.

Confira também: G4 Books: O lado difícil das situações difíceis [Principais Conceitos]

#10 – Comunicar problemas e más notícias com transparência dentro da empresa

Por melhor que seja a execução dos papéis de um CEO, haverá momentos em que as coisas darão errado. Neste caso, surge outra grande dificuldade, mas também uma responsabilidade: a de comunicar o que aconteceu de maneira clara e direta.

É difícil assumir este papel, mas ser honesto e transparente ajuda a encontrar uma solução mais rápida, já que a equipe terá pleno conhecimento do que aconteceu e, por isso, conseguirá pensar em soluções assertivas.

Cabe destacar também que é muito melhor transmitir essas mensagens diretamente do que a equipe ficar sabendo por algum terceiro, o que pode minar a credibilidade do CEO para com a sua equipe.

#11 – Demitir pessoas quando necessário (e assumir a responsabilidade pela contratação)

Outra atividade que um CEO faz é demitir colaboradores, especialmente quando falamos sobre aqueles que ocupam posições estratégicas, já que dependendo do tamanho da equipe, essa é uma atividade que já fica a cargo dos responsáveis de cada área e da equipe de RH.

Quando pensamos no conceito de gestão de pessoas e, mais além, de gestão estratégica de pessoas, o melhor cenário possível seria sempre acertar nas contratações. Porém, não é isso que costuma acontecer – e, na verdade, faz parte do processo, já que toda empresa quer ter consigo os melhores talentos.

Logo, o CEO deve assumir a responsabilidade de demitir aqueles que não apresentaram os resultados esperados, que demonstraram desalinhamento com a cultura da empresa ou que passaram por qualquer outro tipo de situação indesejada.

Além da demissão em si, ele também deve assumir a responsabilidade de ter contratado alguém que não foi o colaborador ideal – e também não há problema algum nisso. Afinal, se todas as contratações fossem perfeitamente assertivas e precisas, ninguém jamais seria demitido, o que é um cenário utópico.

#12 – Construir uma organização em que as pessoas gostariam de trabalhar

Se já não é a mais fácil das atividades contratar os melhores talentos, é importante pensar em esforços que aumentem as chances de atrair essas pessoas para o seu time, e um deles é justamente construir uma empresa que chame a atenção de quem está no mercado.

De fato, quando se constrói uma empresa desejável, até mesmo quem já está empregado em outra organização terá o desejo de fazer parte da sua equipe, seguindo uma cultura forte e bem estabelecida.

Para tal, algumas dicas são bem importantes, como as seguintes:

  • Contrate pessoas que queiram crescer com a empresa, não independente dela;
  • Estabeleça e solidifique uma cultura diferenciada, agradável e com propósito claro;
  • Deixe bem claro o valor que cada colaborador tem para a empresa e como seu papel é importante para o sucesso do negócio.

Leia também: Líder do futuro: os 11 pilares que todos devem ter

Como ser um melhor CEO?

Depois de conhecer essas atribuições fundamentais para todo CEO, você já tem um caminho a seguir para conseguir fazer o melhor trabalho possível. Não é simples, de fato, mas se você ocupa esta posição ou está em vias de ocupá-la, várias pessoas já devem ter visto suas habilidades, capacitações e potencial.

Porém, além da aplicação de toda essa teoria – que é muito importante, diga-se de passagem –, vale também recorrer à absorção de conteúdos práticos, transmitidos por quem realmente entende do assunto e pode orientar outros CEOs a potencializarem suas carreiras.

Para entender melhor o que faz um CEO digno das maiores empresas do mundo, conheça o Gestão 4.0 Imersão e Mentoria, do G4 Educação. Em um programa presencial de 3 dias, você terá imersões com CEOs, fundadores e C-Levels com muito track record e mentorias para ajudar a tirar suas dúvidas e orientá-lo.

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