Artigos, Livros

G4 Books: Moneyball: O homem que mudou o jogo [Principais Conceitos]


capa do livro Moneyball

Moneyball: the art of winning an unfair game

Escrito por Michael Lewis

 “Moneyball é o melhor livro de negócios que Lewis escreveu. Pode ser o melhor livro de negócios que alguém já escreveu um dia”.

Mark Gerson – investidor, empresário e filantropo americano. Co-fundador do Grupo Gerson Lehrman e Thuzio.

O livro Moneyball (2003) faz menção à transformação de uma indústria.  Se o seu negócio está lutando para encontrar clientes e fechar contratos, talvez seja hora de aplicar a teoria e os insights presentes neste livro.

De manheira resumida, a obra conta a história dos Oakland Athletics – um time de beisebol com um escasso orçamento financeiro – que, liderados por Billy Beane, conseguem construir um time campeão questionando as verdades absolutas já estabelecidas no mercado esportivo.

Baseado em fatos reais, Moneyball é considerado um dos 50 melhores livros de jornalismo literário do século XXI pela revista GQ. O que esse enredo prova é que os padrões tradicionais de sucesso são fatalmente falhos e escondem grandes oportunidades.

Logo, foi adaptado para o cinema e se tornou um dos filmes para empreendedores mais interessantes da atualidade, tendo sido, inclusive, indicado em seis categorias do Oscar 2012. Pensando nisso, separamos os principais insights e paralelos corporativos contido neste best-seller para mostrar como a simples abordagem contida nessa narrativa pode ajudar os diversos tipos de liderança a enfrentar os desafios inevitáveis de uma organização, especialmente diante de condições restritivas.

#1 – A importância de uma mentalidade data driven para alavancar os resultados

Em 2006, o matemático britânico e mentor de marketing da Tesco, Clive Humby, cunhou a célebre frase: “data is the new oil” (em tradução livre, “dados são o novo petróleo”). Sem dúvidas, estamos vivenciando um mundo orientado por dados. Graças ao grande número de informações disponíveis sobre empresas, clientes e as mais diversas fontes, é possível extrair lições valiosas por meio de análises preditivas, alcançando uma produtividade dramaticamente maior.

Assim como o time do Oakland Athletics fez na principal liga de beisebol, as organizações também precisam aproveitar o poder dos dados para tomar decisões de maneira mais assertiva. Para isso, fazer um planejamento estratégico, definindo metas e objetivos de maneira analítica, pode ser um excelente ponto de partida.

Como um clube sem dinheiro, o Oakland A’s (como é chamado pelos fãs), por meio de uma gestão perspicaz, adota a prática de analisar métricas para obter uma vantagem competitiva frente a seus rivais.

A liderança que domina a verdadeira inteligência de dados, desde o seu processo de recrutamento e seleção, permite que seja possível para suas equipes saber exatamente o que fazer, quando fazer e até como fazer. À medida que a concorrência está cada vez mais acirrada e os recursos tecnológicos mais avançados, otimizar processos se torna um diferencial e um recurso escasso, com potencial de maximizar o retorno esperado.

Cena do filme Moneyball
(Na imagem: contratações baseadas em evidências – cena do filme Moneyball, 2011)
(Crédito: Sony Pictures Entertainment)

Segundo a HBR, 80% do vasto volume de dados disponível não são estruturados, o que significa que não são facilmente capturados ou quantificáveis. Em sua última pesquisa anual, a NewVantage Partners concluiu que o maior desafio para as organizações é justamente a mudança cultural de mentalidade para utilizar esses novos elementos.

Assim, a complexidade de gerenciar esse ativo de maneira que forneça valor comercial de forma consistente torna Moneyball uma leitura obrigatória não só para os amantes dos esportes e números, mas também para líderes e gestores de empresas, mostrando que decisões baseadas data driven produzem resultados significativamente melhores do que a intuição e o senso comum. 

#2 – Tenha coragem para desafiar o status quo

Em Moneyball, o gerente geral Billy Beane disruptou o mercado por meio das suas indicações e contratações feitas através de métodos estatísticos para analisar os jogadores.

Embora a experiência e as referências técnicas sejam bons indicadores de talentos, isso não deve ser considerado uma verdade absoluta o tempo todo. Portanto, independente do cenário (esportivo ou organizacional) profissionais em posições de liderança devem incentivar suas equipes a trazerem novas perspectivas para fomentar os mais diversos tipos de inovação.

Além disso, para se ter uma mentalidade de growth hacking é fundamental que se esteja aberto para encarar novos desafios e encontrar as suas alavancas de crescimento. 

“Se você desafiar a sabedoria convencional, encontrará maneiras de fazer as coisas muito melhores do que elas são feitas atualmente. (…) Não importa o quão bem-sucedido você seja, a mudança é sempre boa. Nunca pode haver um status quo“.

Michael Lewis, Moneyball

#3- Determine o problema em primeiro lugar

Identifique um problema fundamental e, em seguida, concentre-se na sua solução. Em Moneyball, há uma citação clássica que diz: “Você não está resolvendo o problema. Você nem está olhando para o problema!”.

Em linhas gerais, significa dizer que a menos que você descubra o que está errado, todo o resto é inútil. Isso porque não é incomum que um problema passe despercebido até que esteja presente há tempo suficiente para causar algum dano. 

Pensando nisso, ser capaz de identificar rapidamente essas questões dentro do seu negócio é ainda mais importante quando sua empresa está perdendo dinheiro. Atualmente, existem diversas metodologias que podem ajudar nessa reflexão, como a análise swot.  

Uma vez não se tendo deixado distrair com os detalhes que permeiam o obstáculo real, é hora de se aprofundar nos dados obtidos para identificar quais gaps precisam ser retificados. O plano de ação 5W2H, por exemplo, é uma ferramenta interessante para resolução de possíveis problemas e mapeamento de oportunidades de melhoria nas companhias.

Em Moneyball, Beane e Brand entenderam que as pessoas que dirigiam os clubes de beisebol pensavam apenas em termos de compra de jogadores. Entretanto, seu maior objetivo deveria ser comprar vitórias. E, para comprar vitórias, precisariam comprar corridas (runs – pontuação do beisebol).

Assim, mapeando o seu problema fundamental, que era a sua enorme desvantagem na folha de pagamento, o Oakland Athletics – o time que havia terminado a temporada anterior com o pior número na Major League Baseball – estabeleceu um novo recorde, vencendo 20 jogos consecutivos com um dos orçamentos mais baixos da liga americana.

#4 – Seja criativo para trabalhar dentro do seu orçamento

Oakland A’s usou a sabedoria que tinha a sua disposição como vantagem competitiva para aproveitar ao máximo o que tinha e ser capaz encarar adversários maiores, como o New York Yankees e o Boston Red Sox. 

De igual modo, no mundo dos negócios é imperativo criar maneiras de otimizar orçamentos (e esforços) enquanto se aumentam a eficiência e eficácia de produtos e serviços – em escala. Empresas bem-sucedidas sabem como fazer “mais com menos”.

“Os gerentes tendem a escolher uma estratégia com menos probabilidade de falhar, em vez de escolher uma estratégia que seja mais eficiente”, disse Palmer. “A dor de parecer ruim é pior do que o ganho de fazer a melhor jogada”.

Michael Lewis, Moneyball

Ao removerem os obstáculos à produtividade, líderes podem melhorar drasticamente os seus resultados e reativarem o crescimento de receita, inclusive em relação ao seu capital humano. Afinal, quase todas as empresas têm recursos limitados. 

À título exemplificativo, funcionários inspirados trazem mais energia para o trabalho todos os dias e são 125% mais produtivos do que um funcionário que está apenas satisfeito. Dito de outra forma, um funcionário inspirado pode produzir até 2,25 funcionários satisfeitos. Portanto, tão importante quanto recrutar o melhor colaborador possível, é inspirá-lo para que “vista a camisa” do seu negócio todos os dias.

Em Moneyball, Beane obteve a máxima eficiência de sua equipe, ganhando vitórias por uma fração do preço gasto pelo resto dos times da MLB. Para  isso, utilizou jogadores que se destacavam em categorias estatísticas negligenciadas e que normalmente eram descartadas pelos tradicionalistas do beisebol. 

#5 – Adapte-se ou morra

No Oakland Athletics, Billy Beane percebeu que se quisesse montar um time vencedor, não poderia continuar explorando suas opções como sempre haviam feito antes. Enquanto toda a Liga dependia de jogadores caros e de alto desempenho, sua equipe desenvolveu uma abordagem totalmente nova para o recrutamento. 

Hoje, suas estratégias e táticas são implementadas em vários clubes de grande sucesso. Deixando claro que, muitas vezes, é preciso nadar contra a correnteza e assumir riscos para criar oportunidades de sucesso que nunca foram consideradas.

A inovação é a chave para a adaptação e sobrevivência. As coisas mudam a todo instante, por isso, pensar fora da caixa é uma característica essencial para sustentabilidade de uma organização.  

As empresas, uma vez que operam dentro de um ecossistema orientado para o consumidor, também são regidas por essas “leis da natureza”. Nas palavras de Gary Vaynerchuk, chairman da VaynerX:

“Quando você não inova, você morre. Quando você não muda, você morre.”

Considerações finais: é possível mudar o jogo

A história de Moneyball ensina às organizações esportivas e empresariais uma valiosa lição: independentemente do seu tamanho é possível ser bem-sucedido utilizando aquilo que já está à sua disposição, basta estar atento aos elementos disponíveis para obter os melhores insights no desenvolvimento do seu planejamento estratégico, tal como ilustrado abaixo:

(Na imagem: como ser uma empresa Moneyball)
(Crédito: Nexus Analytics)

Atualmente, empresas orientadas por dados estão vencendo este jogo, construindo fidelidade e uma experiência diferenciada para a sua base de clientes. 

Para ter sucesso, você também precisa definir o que isso realmente significa para você, sem comparar suas realizações com outros negócios, pois sempre haverão empresas maiores e com mais dinheiro para recrutar talentos de alto nível. 

Se assim como no livro Moneyball, você deseja construir um time de alta performance, conheça o G4 Liderança, e aprenda com os maiores líderes de equipes do Brasil em uma experiência única de dois dias de Imersão.

New call-to-action

Glossário do Empreendedor

A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W Y X Z
New call-to-action