
Founder-led growth: como construir marca com imagem pessoal?
Constituir um negócio com solidez por si só já exige esforço. No founder-led growth não é diferente. Veja como isso acontece na prática neste artigo
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7 min de leitura
Maria Isabel Antonini
02 de abr. de 2025 • Última atualização 03 de abr. de 2025 • 7 min de leitura
A sucessão e a governança corporativa são dois dos pilares mais importantes para garantir a continuidade de um negócio e seu crescimento sustentável. Em muitas empresas, a falta de planejamento e estruturação nessas áreas pode colocar em risco toda a operação, levando a sérios problemas internos e até mesmo à falência.
Pensando nisso, desenvolvi um conteúdo para você, empresário e empresária, desenvolver uma reflexão sobre os caminhos da sua empresa. Continue a leitura e entenda os motivos pelos quais se preocupar com a sucessão e governança do seu negócio é um tema do futuro que exige ação hoje.
A sucessão é o processo de transferir a liderança e o controle da empresa de uma geração para outra ou entre diferentes executivos. Já a governança corporativa envolve um conjunto de práticas e estruturas que asseguram que a gestão da empresa seja realizada de maneira ética, eficiente e alinhada com os interesses de todos os stakeholders.
Empresas que investem na preparação de suas sucessões e na implementação de um bom sistema de governança têm mais chances de prosperar e sobreviver no longo prazo. Isso porque esses processos não apenas garantem uma transição tranquila, mas também ajudam a evitar conflitos familiares, a manter a estabilidade organizacional e a promover a inovação.
Empresas que não pensam no amanhã estão fadadas ao fracasso. Isso não é uma frase de efeito, mas sim uma constatação com base no que se vê no mercado. Veja a seguir alguns exemplos históricos de como o fato de ignorar os próximos passos é colocar em risco a sustentabilidade do negócio a longo prazo.
A Parmalat, gigante italiana de laticínios, passou por sérias dificuldades financeiras nos anos 90, resultando em uma falência notória, especialmente no Brasil. A sucessão mal conduzida dentro da empresa contribuiu para a falta de visão estratégica e de controle financeiro.
Durante o processo de transição de liderança, a falta de governança e o controle inadequado por parte da família fundadora e da gestão executiva contribuíram para uma série de decisões financeiras erradas, que culminaram em um enorme escândalo de fraude contábil. A falência afetou não apenas os funcionários e fornecedores, mas também a credibilidade da empresa no mercado global.
A Kodak, uma das líderes no mercado fotográfico, é um exemplo de sucessão mal gerida no setor de tecnologia. A empresa, que liderava o mercado de filmes fotográficos, não conseguiu se adaptar rapidamente à transição para a fotografia digital. A sucessão de liderança, que manteve líderes tradicionais por tempo excessivo, e a falta de um plano estratégico para inovação e adaptação tecnológica resultaram na queda da empresa.
Apesar de ter sido uma das pioneiras na criação da câmera digital, a Kodak não soube aproveitar essa inovação por causa da falta de visão de seus líderes durante o processo de sucessão. O resultado foi a falência, a perda de empregos e a extinção da marca como líder do setor.
Por outro lado, trabalhar com foco em projetar a empresa no futuro, seja imediato ou a longo prazo, é o diferencial de muitas marcas líderes de segmento. É a partir disso que um líder consegue navegar em mares calmos, antever e resolver problemas e continuar firme no caminho.
A Ambev, uma das maiores cervejarias do mundo, passou por uma sucessão planejada e bem-sucedida que ajudou a empresa a se expandir globalmente. Quando a Ambev se fundiu com a Companhia de Bebidas das Américas (Antártica) nos anos 90, o plano de sucessão estabelecido por seus fundadores, como Marcel Telles e Beto Sicupira, garantiu que a empresa não apenas mantivesse sua liderança no Brasil, mas também se expandisse internacionalmente.
A transição de liderança foi bem planejada, com a introdução de novos gestores e a continuidade da filosofia de gestão eficiente e inovadora. Isso possibilitou à Ambev se tornar uma gigante global, com governança corporativa sólida e resultados consistentes.
A Weg, uma das maiores fabricantes de equipamentos elétricos do Brasil, é outro exemplo de sucesso em sucessão e governança. A empresa tem investido continuamente em governança corporativa e em um processo estruturado de sucessão ao longo dos anos. Em sua transição de liderança, a Weg soube escolher os líderes certos, investir em inovação e manter a continuidade dos processos de gestão eficientes.
O resultado foi uma expansão global, com a Weg se tornando uma das líderes no mercado de motores elétricos e geradores. A sucessão bem conduzida na Weg tem sido um dos fatores chave para seu crescimento sustentável e liderança no mercado.
Embora as empresas bem-sucedidas mostrem como a sucessão e a governança eficazes podem resultar em crescimento sustentável, as que não planejam corretamente esse processo enfrentam sérios riscos. A falta de clareza sobre quem assumirá as funções de liderança, aliada a um ambiente organizacional instável, pode gerar:
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Quando se trata de sucessão e governança, um planejamento bem estruturado pode ser a chave para garantir a continuidade e o sucesso sustentável de um negócio. Aqui estão cinco dicas essenciais para alcançar um planejamento eficiente nesses dois eixos:
O primeiro passo é garantir que a visão da empresa esteja bem definida e compartilhada entre os líderes. Isso ajuda a criar um alinhamento no momento de preparar uma sucessão, além de garantir que a governança seja sólida e adaptável a novas realidades. O planejamento sucessório deve refletir não apenas o cenário atual, mas também a direção que a empresa deseja seguir a longo prazo.
Uma governança eficaz depende de processos bem definidos, que garantam que as decisões sejam tomadas de forma transparente e responsável. Isso inclui desde a estruturação de conselhos consultivos e comitês executivos até a definição clara das responsabilidades dos sócios e gestores.
O sucessor ideal precisa estar preparado para assumir as rédeas do negócio. Invista em programas de desenvolvimento de liderança para capacitar a nova geração de gestores, com foco em habilidades estratégicas, operacionais e culturais. Isso irá facilitar a transição e garantir que a sucessão seja bem-sucedida.
A transferência de conhecimento é fundamental em processos de sucessão. Estruture a documentação dos processos-chave, estratégias e informações críticas para o funcionamento do negócio. Isso facilita a adaptação de um novo líder e ajuda a manter a continuidade da operação, mesmo diante de mudanças na liderança.
Realize avaliações periódicas para garantir que tanto os líderes atuais quanto os potenciais sucessores estejam preparados para assumir maiores responsabilidades. Essas avaliações devem ser feitas de forma objetiva, levando em consideração o desempenho, as capacidades de liderança e o alinhamento com os valores e a visão da empresa.
Aplicando essas dicas no planejamento de sucessão e governança, você iniciará a criação uma base sólida para garantir que sua empresa continue prosperando.
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Fundador, mentor, sócio e ex-CEO do G4 Educação, fundador e ex-CEO da Singu e fundador e ex-CEO da Easy Taxi.
Engenheira Industrial de formação, especialista em finanças, sócia e CEO do G4 Educação.
Fundador e mentor do G4 Educação e presidente da Loja Integrada.