No Papo de Gestão desta semana, conversei com Rafael Figueiredo, CEO da Tecla T, e saí com um aprendizado direto: terceirização de TI não pode ser só “alocação de mão de obra”. O verdadeiro outsourcing de tecnologia gera crescimento rápido, gestão eficiente e paz de espírito para o cliente.
Neste artigo, trago um resumo dos principais pontos da nossa conversa. Mas já adianto: vale a pena ouvir o episódio completo no Spotify ou no YouTube, porque as histórias e exemplos práticos fazem toda a diferença.
O que você vai ouvir sobre outsourcing no episódio
Muita gente ainda associa outsourcing de TI apenas à terceirização de mão de obra. No episódio, o Rafa explicou como a Tecla T criou um modelo diferente, prometendo:
- Começar qualquer projeto em até 7 dias.
- Sem fidelidade contratual, ou seja, o cliente só fica se houver entrega e qualidade.
Como a Tecla T cuida de pessoas para entregar tecnologia
Um dos momentos mais marcantes da conversa foi quando falamos de gestão de pessoas em TI.
A Tecla T tem mais de 600 profissionais alocados e um time interno só para cuidar da motivação e do bem-estar deles. Como o Rafa disse:
“Se o profissional tem um problema pessoal não resolvido, a performance cai. E meu contrato permite cancelar a qualquer momento.”
O tripé velocidade, qualidade e custo
Também discutimos o clássico dilema da tecnologia: você só pode escolher dois vértices do tripé ao mesmo tempo:
- Rápido e barato – qualidade comprometida.
- Barato e com qualidade – prazo mais longo.
- Rápido e com qualidade – investimento maior.
O papel do gestor (ou do outsourcing bem feito) é escolher conscientemente qual vértice do tripé priorizar conforme o momento do negócio.
Quer ouvir como aplicamos esse tripé em casos reais? Está no Spotify e no YouTube.
Fluxo de caixa: o risco invisível da terceirização de TI
Outro ponto crítico que discutimos foi o descasamento de caixa. Grandes empresas podem pagar em 120 ou 150 dias, enquanto o fornecedor precisa bancar salários imediatamente.
Exemplo: alocar 20 desenvolvedores a R$ 10 mil por mês exige R$ 800 mil de fôlego antes do primeiro pagamento. Sem planejamento, empresas crescem e quebram.
Soluções práticas:
- Precificação ajustada por prazo.
- Antecipação financeira via parceiros.
- Crescimento em fases, testando entregas antes de escalar.
IA e o futuro da terceirização de tecnologia
A Inteligência Artificial já é parte do jogo. Minha visão (e do Rafa) é clara: IA não substitui desenvolvedores, mas elimina desperdícios.
- Times menores conseguem entregar muito mais.
- Senioridade será requisito.
- Uso de IA será obrigatório, como hoje é a internet.
O futuro do outsourcing será mais enxuto, rápido e centrado em profissionais que atuam como tradutores entre negócio e tecnologia.
Insights práticos para empreendedores
Da nossa conversa, deixo três aprendizados para aplicar já:
Comece pela dor, não pela solução. Pergunte sempre: “Que problema este projeto resolve?”
Cuidar de gente é cuidar de contrato. Time motivado sustenta SLA.
Projete seu fluxo de caixa. Crescimento sem fôlego financeiro é armadilha.
Além dos aprendizados sobre outsourcing, o Rafa compartilhou como a experiência dele em programas do G4, como o Gestão e Estratégia, acelerou a forma como ele estrutura a Tecla T e pensa expansão. Esse contato com cases reais e com a nossa comunidade foi decisivo para refinar sua estratégia de vendas B2B e fortalecer sua visão de crescimento.
Conclusão: tecnologia é meio, não fim
No fim das contas, outsourcing de tecnologia não é sobre código, é sobre negócios. É sobre gente, velocidade e decisões financeiras que sustentam o crescimento.
E foi isso que fez essa conversa valer tanto a pena. Se você quiser mergulhar nos bastidores, ouvir os exemplos completos e pegar ainda mais aprendizados práticos, o episódio está disponível no Spotify e no YouTube.