O segundo dia do G4 Valley 2025 reforçou por que o evento se tornou o maior encontro de empresários do país. O conteúdo foi direto, prático e orientado para desafios reais do empreendedor brasileiro, incluindo cultura, branding, comportamento, vendas, disciplina operacional e coragem para decidir.
O ambiente estava lotado desde cedo. Em vez de apresentações superficiais, o público recebeu insights acionáveis, frameworks aplicáveis e histórias reais de quem está construindo empresas de grande impacto.
O objetivo deste artigo é apresentar de forma clara o que realmente importa do segundo dia e o que qualquer empresário pode levar para aplicar no negócio.
Como Caio Amato mostrou que marcas fortes nascem de cultura e comportamento, não de campanhas
A primeira palestra do dia foi conduzida por Caio Amato, uma referência internacional em construção de marca. Sua fala deixou claro que produto bom não nasce de criatividade aleatória. Produto bom nasce de entendimento profundo de comportamento humano.
Os três elementos que guiam a criação de produtos com significado
Caio compartilhou uma frase que resume sua metodologia de trabalho: “Definir problema, achar soluções e embrulhar em arte.“
Segundo ele, a maior parte das empresas erra no último passo, porque falta emoção, falta leitura cultural e falta intencionalidade na estética do produto.
O insight que reposicionou a Mizuno no Brasil
Para convencer a liderança da Mizuno a criar um produto realmente premium, Caio apresentou uma leitura que somente quem vive o Brasil compreende. Ele explicou que o tênis sempre foi um símbolo social no país. Não é apenas um acessório. É pertencimento, identidade e status.
Esse entendimento cultural foi o ponto de virada para a criação do Mizuno Prophecy.
Os resultados que transformaram o Prophecy em fenômeno no Brasil
A partir desse insight, o time desenvolveu um produto que se tornou um fenômeno nacional.
- 5 mil pares vendidos em 15 minutos
- 16 mil pares em 2 minutos
- 120 mil pares em 30 minutos
- 350 mil pares vendidos em um único dia
E no ano da Copa, o Prophecy vendeu mais do que toda a linha da Adidas no Brasil.
O que o empresário leva dessa palestra
- Branding nasce de leitura cultural e não de estética isolada.
- Valor percebido depende de significado, não apenas de tecnologia.
- Produtos premium só existem quando resolvem problemas emocionais.
- Comportamento deve ser entendido antes da estratégia.
O alerta de Luiz César sobre cultura e disciplina em empresas que desejam longevidade
A conversa entre Tallis Gomes e Luiz César Fernandes foi um dos momentos de maior profundidade do dia. Com décadas de experiência no mercado financeiro e na construção de instituições, ele trouxe um ponto essencial: “Empresa sem cultura não funciona.”
Cultura como sistema operacional da empresa
Para Luiz César, cultura não é um discurso teórico. É o conjunto de comportamentos que definem como a empresa age todos os dias. Cultura é o que garante previsibilidade, alinhamento e velocidade, especialmente quando o fundador não está presente.
Empresas sem cultura forte acabam dependentes do dono, perdem talentos, tomam decisões inconsistentes e travam no crescimento.
O que o empresário leva dessa conversa
- Cultura antecede qualquer estratégia de crescimento.
- Sem cultura, uma empresa não escala de forma sustentável.
- Disciplina não depende de motivação. Disciplina depende de sistema.
- Comportamento coletivo é mais importante do que intenções individuais.
Como Alfredo Soares conectou comportamento, dados e relacionamento para acelerar crescimento
A palestra de Alfredo Soares reforçou a importância dos fundamentos. Em vez de fórmulas milagrosas, Alfredo apresentou a lógica por trás de empresas que crescem de forma consistente.
Marketing como leitura de comportamento
Alfredo explicou que marketing não deve começar pela criatividade. Precisa começar pela observação. Empresas que crescem olham para padrões, jornada, motivações e expectativas. A estratégia nasce do comportamento e não do contrário.
Os indicadores que orientam decisões de crescimento
Independentemente do setor, todo empresário precisa entender:
- o ciclo de venda
- o valor gerado ao longo do tempo (LTV)
- o custo de aquisição (CAC)
- a escalabilidade de cada canal
Empresas que tomam decisões sem olhar esses indicadores acabam crescendo no improviso.
A essência da venda: psicologia e matemática
Alfredo destacou que vender exige compreender pessoas e números. Psicologia garante conexão. Matemática garante lucro.
Relacionamento como ativo estratégico
Relacionamento reduz custos, aumenta retenção, fortalece a marca e protege a empresa em ciclos desafiadores. Empresas que colocam relacionamento no centro crescem com mais previsibilidade.
Os cases da Geração G4 e o que eles revelam sobre crescimento acima da média
O painel da Geração G4 reuniu empresários que aplicaram na prática as metodologias aprendidas no ecossistema. Segundo dados apresentados, empresas orientadas pelo G4 crescem em média 122% acima do mercado.
O case de Manuella Rodrigues: sucessão como ferramenta de crescimento
Manuella, CEO da Coplan Contabilidade, destacou que seu crescimento só acelerou quando ela trabalhou sucessão familiar com maturidade e alinhamento. Chegar aos 27 milhões foi consequência de clareza, comunicação e liderança.
O case de Chadi Khaled: coragem e clareza para executar
Chadi resumiu sua virada com uma frase forte: “Eu já sabia o que precisava fazer. Faltava coragem e clareza no como.”
O ponto é direto. Muitos empresários travam não por falta de conhecimento, mas por falta de direção, autoconfiança e estrutura.
O que o segundo dia do G4 Valley deixa claro para qualquer empresário
O segundo dia reforçou princípios que moldam empresas fortes.
- Cultura é o alicerce da consistência.
- Comportamento define marcas.
- Dados orientam decisões.
- Relacionamento cria vantagem competitiva.
- Coragem transforma intenção em execução.
- Comunidade acelera crescimento.
O G4 Valley não entrega teoria. Entrega clareza, direção e aprendizado real. É conteúdo feito por empresários e para empresários.