O que é rebranding e a estratégia por trás das mudanças das marcas relevantes

• Última atualização em 29/01/2026

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Bruno Nardon

28 jan 2026

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Mudanças de marca raramente são apenas estéticas. Quando bem executado, o rebranding é uma decisão estratégica profunda, conectada à visão de futuro da empresa, à evolução do mercado e às expectativas dos clientes. Por isso, entender o que é rebranding vai muito além de analisar novos logotipos, cores ou slogans.

Nos últimos anos, marcas globais e brasileiras como Wellhub, Google, Itaú e Jaguar passaram por transformações relevantes. Cada uma dessas mudanças revela um padrão claro: marcas fortes evoluem para continuar relevantes, coerentes e competitivas. Este artigo explora a lógica estratégica por trás dessas decisões, como elas são percebidas pelo mercado e quais aprendizados podem ser extraídos.

O que é rebranding, afinal?

Rebranding é o processo estruturado de redefinição da identidade de uma marca. Ele pode envolver mudanças visuais, verbais e simbólicas, mas sempre parte de uma decisão estratégica maior: alinhar a marca ao momento atual e ao futuro do negócio.

Na prática, o rebranding pode incluir:

  • Atualização de identidade visual (logo, tipografia, cores)
  • Redefinição de posicionamento e proposta de valor
  • Ajustes no tom de voz e na comunicação
  • Mudanças na arquitetura de marca ou no nome
  • Reposicionamento cultural e estratégico

É importante destacar: rebranding não é sinônimo de redesign. O redesign é uma consequência possível; o rebranding é a causa estratégica.

Por que marcas relevantes passam por rebranding?

Empresas líderes não mudam por impulso, elas mudam porque o contexto muda. Alguns dos principais gatilhos estratégicos para um rebranding incluem:

  • Crescimento e expansão para novos mercados
  • Mudança no portfólio de produtos ou serviços
  • Fusões, aquisições ou reposicionamento estratégico
  • Necessidade de se reconectar com novas gerações de consumidores
  • Desalinhamento entre a marca atual e a experiência entregue

Quando a marca deixa de representar fielmente o negócio, surge um risco silencioso: perda de clareza, relevância e confiança.

A estratégia por trás de um rebranding bem-sucedido

Um rebranding consistente começa muito antes da criação visual. Ele nasce de decisões estratégicas claras e de um diagnóstico profundo.

Alinhamento entre estratégia, cultura e marca

Marcas fortes são reflexo da estratégia e da cultura da empresa. Um rebranding eficaz traduz:

  • Onde a empresa está hoje
  • Para onde ela quer ir
  • Qual problema resolve melhor do que qualquer concorrente

Sem esse alinhamento, a mudança tende a ser percebida como superficial.

Clareza de posicionamento

Toda mudança de marca precisa responder a uma pergunta central: o que esta marca quer significar na mente das pessoas?

Posicionamento claro reduz ruído, aumenta diferenciação e fortalece percepção de valor.

Exemplos de rebranding que transformaram marcas relevantes

Wellhub: de benefício corporativo a ecossistema de bem-estar

O que é rebranding: de Gympass para Wellhub, com comparação entre logotipo antigo e atual

O rebranding do Gympass para Wellhub marcou uma mudança estratégica clara. A empresa deixou de ser percebida apenas como um benefício corporativo de academias e passou a se posicionar como um ecossistema completo de bem-estar.

O que mudou:

  • Novo nome, mais amplo e internacional
  • Identidade visual mais flexível e digital
  • Comunicação focada em saúde integral (física, mental e emocional)

Por que mudou:
O nome Gympass limitava a percepção do valor entregue. A estratégia exigia uma marca que acompanhasse a expansão do portfólio e do mercado global.

Percepção do mercado:
A mudança foi entendida como um movimento natural de maturidade e crescimento, reforçando ambição e escala.

Google: simplicidade como estratégia de escala

Evolução do logotipo do Google e o processo de simplificação da marca ao longo do tempo

O Google passou por diversas evoluções de identidade ao longo dos anos, sempre com um princípio central: clareza e funcionalidade.

O que mudou:

  • Simplificação do logotipo
  • Tipografia mais moderna e responsiva
  • Identidade pensada para múltiplos dispositivos e interfaces

Por que mudou:
A marca precisava funcionar de forma consistente em um ecossistema cada vez mais complexo, que vai de telas pequenas a assistentes de voz.

Percepção dos clientes:
A mudança foi quase invisível para muitos usuários — e isso é um sinal de sucesso. O rebranding reforçou familiaridade e usabilidade, sem ruptura.

Itaú: consistência e reconhecimento no longo prazo

Identidade visual do Itaú aplicada após evolução da marca

O Itaú é um dos exemplos mais consistentes de evolução de marca no Brasil. Ao longo dos anos, o banco realizou ajustes contínuos, sem rupturas bruscas.

O que mudou:

  • Refinamento da tipografia e do símbolo
  • Atualização da linguagem visual para ambientes digitais
  • Comunicação mais próxima e humana

Por que mudou:
A digitalização dos serviços financeiros exigiu uma marca mais flexível, acessível e coerente em diferentes pontos de contato.

Percepção do mercado:
O Itaú manteve altos níveis de reconhecimento e confiança, mostrando que rebranding também pode ser incremental, não disruptivo.

Jaguar: reposicionamento para o futuro elétrico

Rebranding da Jaguar com novo logotipo e identidade visual focada no futuro elétrico

O rebranding da Jaguar gerou debates intensos justamente por sinalizar uma ruptura estratégica.

O que mudou:

  • Abandono de elementos clássicos da identidade
  • Linguagem visual mais minimalista
  • Comunicação alinhada à eletrificação e ao luxo moderno

Por que mudou:
A marca precisava se reposicionar para um futuro elétrico, tecnológico e sustentável, rompendo com associações do passado.

Percepção do mercado:
Dividiu opiniões, mas deixou claro o novo direcionamento estratégico. Em rebranding, clareza estratégica é mais importante do que unanimidade.

Leia também:

Como avaliar o impacto de um rebranding na percepção dos clientes?

Avaliar resultados vai além de métricas de vaidade. Algumas dimensões essenciais incluem:

  • Brand awareness: reconhecimento e lembrança de marca
  • Brand perception: associações positivas, clareza e diferenciação
  • Engajamento: interação em canais digitais e redes sociais
  • Consistência de experiência: alinhamento entre promessa e entrega
  • Indicadores de negócio: retenção, aquisição e valor percebido

Pesquisas de marca antes e depois da mudança ajudam a entender se o rebranding fortaleceu ou enfraqueceu a proposta.

Plano de comunicação durante a renovação de uma marca

Um erro comum é tratar o rebranding como um evento isolado. Na prática, ele é um processo de comunicação contínuo.

Um plano bem estruturado inclui:

  • Narrativa clara sobre o motivo da mudança
  • Comunicação interna antes da externa
  • Mensagens consistentes em todos os canais
  • Educação do mercado e dos clientes
  • Tempo de adaptação e reforço da nova identidade

Marcas fortes explicam suas decisões. Marcas frágeis apenas anunciam mudanças.

O rebranding como resultado de um planejamento que olha para o futuro

Os rebrandings analisados ao longo do artigo reforçam um ponto central: mudanças de marca relevantes são sempre consequência de planejamento estratégico de longo prazo, não de decisões reativas. Wellhub, Google, Itaú e Jaguar revisaram suas marcas porque estavam redesenhando o futuro de seus negócios — exatamente a mesma lógica que orienta discussões como as do G4 Frontier, evento focado em ajudar empresários a se anteciparem às decisões que vão definir 2026. Para quem quer sair na frente, o rebranding não começa no design, mas na clareza estratégica sobre onde a empresa precisa chegar.

Rebranding não é sobre estética, é sobre estratégia

Quando se entende o que é rebranding em sua essência, fica claro que ele não serve para “modernizar o visual”, mas para alinhar identidade, estratégia e percepção. Os casos de Wellhub, Google, Itaú e Jaguar mostram que marcas relevantes mudam porque precisam sustentar crescimento, coerência e valor no longo prazo.

No fim, um rebranding bem-sucedido não chama atenção para si mesmo. Ele fortalece a marca de tal forma que o mercado passa a enxergá-la com mais clareza, confiança e relevância.

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