Como a Daki redefiniu o crescimento e virou um exemplo de eficiência

• Última atualização em 13/01/2026

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Bruno Nardon

10 nov 2025

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Quando sentei com Rodrigo Maroja, cofundador da Daki, para gravar um episódio do Papo de Gestão, eu já sabia que a conversa seria boa. Mas o que veio foi mais do que uma história de sucesso. Foi uma aula sobre o que significa escalar com disciplina e eficiência, mesmo quando tudo ao redor parece empurrar você para a pressa.

A Daki é um daqueles cases que o mercado adora citar: nasceu em 2021, no meio da pandemia, e virou unicórnio em menos de um ano. Crescimento rápido, tecnologia, investidores, hype. Mas, por trás do brilho, existe o que pouca gente fala: os bastidores de gestão. E é exatamente isso que a gente mostra no Papo de Gestão.

Neste artigo, quero compartilhar os principais aprendizados dessa conversa. Porque escalar um negócio não é sobre velocidade. É sobre clareza,método e cultura.

O que o case da Daki ensina sobre crescimento consciente e sustentável

A Daki surgiu de uma ideia simples: entregar supermercado em poucos minutos. O modelo de dark stores parecia perfeito para o momento. As pessoas estavam em casa, o dinheiro era barato e o mercado de delivery explodia.

Em poucos meses, a empresa saiu de uma operação em São Paulo para mais de 80 lojas em três estados. Um ritmo que impressionava qualquer investidor. Só que crescer rápido é diferente de crescer certo.

Rodrigo contou que, naquele início, o foco era expansão. Abrir loja, aumentar área de cobertura, contratar. O crescimento acontecia, mas a eficiência operacional ficava para depois. E foi justamente nesse “depois” que veio o aprendizado mais valioso.

“Crescer rápido é fácil quando há capital. Crescer de forma eficiente, com margem e previsibilidade, é o que separa negócios de verdade de experimentos de mercado.” — Rodrigo Maroja, no Papo de Gestão

Esse trecho está no episódio completo do Papo de Gestão, no canal do G4 Podcasts no YouTube. Vale assistir para entender como eles equilibraram velocidade e execução.

Quando o crescimento rápido exige maturidade e disciplina de gestão

Em 2022, o cenário mudou. O capital de risco secou, e o jogo virou. As empresas precisavam provar resultado, não só potencial. Foi aí que a Daki precisou desacelerar para continuar crescendo.

Rodrigo e os sócios perceberam que eficiência não é sobre cortar custo, e sim sobre ter clareza de onde o dinheiro entra e para onde ele vai. Foi nesse momento que eles começaram a olhar o DREpor pedido, entender o resultado de cada transação, produto e loja como se fossem negócios independentes.

Esse tipo de análise muda completamente a forma de pensar. Em vez de olhar o todo, você começa a enxergar as pequenas engrenagens que fazem o negócio funcionar. É ali, no detalhe, que mora a margem.

Eficiência operacional é feita de escolhas estratégicas

A Daki precisou tomar decisões difíceis. Fechar lojas, ajustar estrutura, redefinir prioridades. Nenhum empreendedor gosta de fazer isso, mas é o tipo de movimento que separa empresas maduras das que vivem de rodada em rodada.

E essa transição trouxe uma clareza: eficiência não é o contrário de ambição. É o que permite que o crescimento continue existindo.

Crescer com eficiência é ter coragem de dizer “ainda não” quando todo mundo está dizendo “vai”. É saber que o próximo passo só faz sentido se o chão estiver firme.

Como otimizar processos e encontrar eficiência nos detalhes

Um ponto que me marcou foi quando o Rodrigo contou como começaram a medir cada segundo do processo de entrega. Do momento em que o pedido chega até o tempo de deslocamento do entregador.

Parece pequeno, mas cada segundo tem custo. E quando você faz milhões de pedidos por mês, cada segundo vira dinheiro.

Eles reorganizaram estoques, redesenharam rotas e simplificaram o que dava pra simplificar. O resultado foi uma operação mais leve, mais previsível e mais lucrativa.

“A diferença entre uma boa operação e uma excelente está nos detalhes que ninguém vê.” — Rodrigo Maroja

No Papo de Gestão, a gente mergulha nessa parte. É onde a teoria dá lugar à prática e você entende, de verdade, o que é fazer gestão de eficiência.

Cultura de dono: o pilar invisível por trás do crescimento sustentável

Crescer rápido é empolgante, mas também é perigoso. Quando a empresa cresce mais rápido do que a cultura, tudo começa a rachar.

A Daki contratou mais de mil pessoas em um ano. É humanamente impossível manter a mesma energia, o mesmo alinhamento e a mesma clareza se o time não respira a mesma cultura.

Rodrigo contou que eles investiram pesado em liderança desde o começo. Criaram um time de gestores forte o suficiente para sustentar o crescimento. Isso parece caro no curto prazo, mas é o que salva no longo.

“Crescimento mascara cultura. Quando o ritmo desacelera, você descobre quem realmente está dentro.” — Rodrigo Maroja

E essa é uma das coisas que eu mais acredito. Cultura é o sistema operacional da empresa. Quando ela falha, tudo o resto trava.

Gestão de pessoas e eficiência: por que contratar é decidir o futuro da empresa

Um dos pontos mais marcantes do papo foi quando o Rodrigo disse:

“Contratar é a coisa mais importante que o dono de uma empresa pode fazer.”

Contratações erradas custam caro em dinheiro, em tempo e em energia. Ele contou que demorou para entender isso e que, no começo, tentava aprender tudo sozinho. Hoje, faria diferente: traria especialistas de mercado desde o primeiro dia.

Isso mostra o quanto empreender é sobre aprender com as próprias cicatrizes. E é exatamente por isso que o Papo de Gestão existe, para transformar essas experiências em aprendizado acessível para quem está construindo o próprio negócio.

Crescimento orgânico ou venture capital: qual caminho gera eficiência real

Em certo momento, a conversa entrou em um tema que todo empreendedor precisa pensar: qual é o jogo que você quer jogar?

Crescer com venture capital é um caminho legítimo, mas vem com pressão, metas agressivas e expectativas altas. Já o crescimento orgânico é mais lento, porém mais sólido.

Rodrigo falou algo que resume bem isso:

“Hoje, se eu fosse começar de novo, buscaria o equilíbrio entre velocidade e sustentabilidade.”

E é aí que está o verdadeiro desafio. Crescer rápido é tentador. Crescer bem é inteligente.

Por que escalar é fácil, mas escalar com eficiência é raro

No fim da conversa, fiquei com uma reflexão que vale para qualquer negócio: eficiência não é uma fase, é uma forma de pensar.

Ela aparece nas planilhas, sim, mas também nas atitudes. Está na forma como você decide, contrata, delega e mede.

“Escalar é fácil. Escalar com eficiência é raro.” — Rodrigo Maroja

Essa frase ficou na minha cabeça. Porque no fundo, é isso que constrói empresas duradouras.

Assista ao episódio completo do Papo de Gestão no YouTube do G4 Educação

Esse papo completo está no Papo de Gestão, no canal do G4 Podcasts no YouTube. É uma conversa transparente, cheia de aprendizados reais sobre cultura, execução e eficiência.

Assista agora ao episódio com Rodrigo Maroja (Daki)

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