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5 min de leitura
João Vitor
16 de mar. de 2025 • Última atualização 20 de mar. de 2025 • 5 min de leitura
A busca por um modelo para expandir negócios complexos exige clareza sobre os fatores que impulsionam resultados. Empresas que operam com múltiplos produtos, canais de vendas e mercados precisam de uma abordagem estruturada para escalar sem perder eficiência.
Durante 2023, comecei a desenvolver uma abordagem matemática para otimizar o crescimento. Em 2024, o livro Revenue Architecture trouxe uma estrutura similar ao que já vinha aplicando, unindo experiência prática com conceitos estruturados. Neste artigo, exploramos como modelar e gerenciar o crescimento de forma estratégica e previsível.
Antes de escalar um negócio, é essencial entender de onde vem o resultado atual e como otimizá-lo. Toda empresa possui um conjunto de variáveis que impulsionam a receita, e entender essas variáveis ajuda a identificar gargalos e oportunidades de crescimento.
Por exemplo, se uma empresa de serviços gera receita por prospecção outbound no LinkedIn, seu faturamento pode ser descrito pela seguinte equação:
Onde:
Expandindo essa equação, podemos visualizar melhor cada ponto de otimização:
F = V1 \ x \ Cvr_1 \ x\ Cvr_2 \ X \ Cvr_3 \ x \ Cvr_4 \ x \ Cvr_5 \ x \ TM
Essa abordagem permite ajustes estratégicos. Por exemplo, aumentar o volume de abordagens (Vn) pode compensar uma taxa de conversão mais baixa (CvrN), desde que haja capacidade operacional para absorver a demanda.
Negócios complexos exigem múltiplas estratégias de crescimento. Para empresas SaaS, por exemplo, o crescimento depende de renovação de clientes e aquisição de novos clientes. Podemos estruturar isso em três estratégias (En):
Rt = RE1 + RE2 + RE3 = \sum_{i=1}^ {i=3}RE_i
A retenção de clientes é um fator crítico no crescimento sustentável. Empresas com modelos de receita recorrente precisam garantir que a maior parte da base seja mantida. A retenção pode ser modelada como:
RE1 = NDR = Base \ x\ (1-churn) + Expansão
Esse modelo leva em conta o Net Dollar Retention (NDR), que considera não apenas a renovação de clientes, mas também upgrades, reajustes de preços e vendas adicionais dentro da base existente.
A prospecção ativa continua sendo uma fonte relevante de receita para muitas empresas. O modelo matemático para outbound segue a equação já mencionada:
**RE2 = V1 \ \prod_{i=1}^ {i=n}Cvr_i\ \ TM
A otimização nesse caso envolve testes constantes na copy de abordagem, automação de processos e melhoria da qualificação dos leads antes de passá-los ao time comercial.
O tráfego orgânico se tornou uma das fontes mais sustentáveis de crescimento para empresas digitais. A aquisição via SEO segue um funil próprio, com diferentes taxas de conversão em cada estágio:
A equação geral continua sendo:
**RE3 = V1 \ \prod_{i=1}^ {i=n}Cvr_i\ \ TM
Porém os componentes V e Cvr são profundamente distintos, visto que nesse caso temos:
A otimização de SEO passa por ações como produção de conteúdo estratégico, aumento da autoridade do domínio e melhorias na conversão da página.
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Criar uma estrutura matemática não é suficiente. É preciso monitorar e otimizar cada variável regularmente. Uma boa prática é construir uma tabela comparando métricas reais e metas:
Essa abordagem ajuda a entender onde estão os principais gaps e onde devem ser feitos os ajustes estratégicos.
Para garantir que o modelo funcione na prática, siga essas diretrizes:
Reuniões semanais são essenciais para ajustar estratégias rapidamente. O acompanhamento deve ser feito em diferentes níveis, desde reuniões estratégicas com lideranças até encontros operacionais para revisar métricas táticas.
Metas devem ser ajustadas para refletir sazonalidade, novas oportunidades de mercado e desafios inesperados. A análise de tendência deve ser comparada com períodos anteriores para identificar padrões e antecipar possíveis obstáculos.
O desvio na receita precisa ser rastreado até a variável que o causou. O foco deve estar na compreensão dos KPIs individuais e em como cada um influencia o resultado final. É essencial acompanhar métricas como taxa de conversão, custo de aquisição e lifetime value para entender a dinâmica do crescimento.
Cada KPI deve ter um dono que seja responsável por sua evolução. Definir accountability ajuda a garantir que os ajustes necessários sejam feitos rapidamente e evita que falhas operacionais comprometam a performance geral.
Além de analisar métricas de resultado, como faturamento e conversão final, é fundamental monitorar indicadores preditivos. Métricas como taxa de resposta em campanhas outbound, tráfego orgânico crescente e engajamento de leads podem antecipar tendências e permitir ajustes proativos.
O modelo de gestão de receita não deve ser estático. Conforme o negócio cresce, novas variáveis podem ser adicionadas e outras podem perder relevância. Revisões trimestrais do modelo ajudam a garantir que ele continue alinhado com os objetivos estratégicos.
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Fundador, mentor, sócio e ex-CEO do G4 Educação, fundador e ex-CEO da Singu e fundador e ex-CEO da Easy Taxi.
Engenheira Industrial de formação, especialista em finanças, sócia e CEO do G4 Educação.
Fundador e mentor do G4 Educação e presidente da Loja Integrada.