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9 tendências de marketing para 2023


9 tendências de marketing para 2023

2022 está quase no fim e, olhando para o futuro, existem várias novas tendências de marketing que as empresas precisam se atentar para permanecerem relevantes no mercado, aumentando suas taxas de conversão, a fidelidade do cliente e a credibilidade do negócio.

Se você deseja comercializar sua marca com sucesso e se destacar entre seus concorrentes, manter-se atualizado é fundamental. Afinal, os últimos anos nos ensinaram que a adaptabilidade no marketing é crucial para criação de estratégias bem-sucedidas.

De acordo com um levantamento realizado pela Gartner, com CMOs e líderes de marketing ao redor do mundo, mesmo em um cenário de incertezas financeiras e geopolíticas, o valor das receitas gasto nessa área aumentou de 6,4% em 2021 para 9,5% em 2022.

Gráfico da Gartner mostrando a receita do budget de Marketing de 2018 a 2022.
(Na imagem: budget e receita em Marketing)
(Créditos: Gartner)

Os consumidores estão, cada vez mais, procurando artigos, baixando aplicativos, jogando e despendendo tempo em suas redes sociais, mas isso não é tudo. Eles também estão usando essas mídias para pesquisar produtos, interagir com marcas e tomar decisões de compra.

Nesse sentido, a projeção é que o budget do próximo ano siga esse movimento de ascensão. A empresa Integrate em parceria com a Demand Metric divulgou o relatório “The State of Marketing Budgets”, comprovando que a maioria dos negócios entrevistados espera aumentar (ou ao menos igualar) o seu orçamento na gestão de marketing para 2023.

Sem dúvidas, empresas que possuem uma boa visibilidade nos canais certos conseguirão capturar mais leads em potencial. Desta feita, uma vez tendo chamado a atenção da sua audiência, a conversão em compradores e clientes fiéis se tornará muito mais fácil.

Infográfico mostrando o que esperar do budget de marketing para 2023.
(Na imagem: Marketing budget para 2023)
(Créditos: Integrate e Demand Metric)

Então, quais novas tendências de marketing podemos esperar para 2023? De digital influencers à gamificação, os insights a seguir são oportunidades únicas para aumentar as suas vendas, o seu branding e até o seu ROI.

Possíveis tendências de marketing para 2023

Ao se observar as estatísticas e previsões sobre o futuro do marketing, alguns caminhos ficam mais claros em relação ao que se deve considerar como referências para 2023.

Nesse sentido, importante mencionar que, mesmo em um mercado que se atualiza tão rápido, observar as movimentações é essencial para se conseguir extrair o máximo de aproveitamento possível, manter a competitividade, crescer e fidelizar os usuários.

Não se trata mais de tentar convencer as pessoas a comprar ou trabalhar com sua empresa. Em vez disso, a prioridade mudou para fornecer experiências fantásticas aos consumidores que farão com que as pessoas voltem para mais.

Entre os insights e previsões úteis sobre algumas das possibilidades que se aproximam, espera-se que o mundo dos negócios fique ainda mais diversificado, inclusivo e conectado às necessidades reais dos clientes, através das seguintes tendências:

  1. Construção e fortalecimento de comunidades;
  2. priorize o relacionamento de longo prazo entre influenciador e marca;
  3. deixe o seu propósito claro;
  4. o marketing precisa ser inclusivo em sua essência;
  5. experimente a colaboração baseada em alimentos;
  6. publicidade gamificada;
  7. eleve a experiência híbrida;
  8. abuse das transmissões ao vivo e o conteúdo baseado em vivo;
  9. torne-se um CEO público.

Com o ritmo das mudanças aumentando a cada ano e o escopo da publicidade se ampliando, cada empreendedor precisa investir constantemente tempo e energia para aprimorar e aprender. 

Conhecimento é poder e ficar a par das tendências pode significar a diferença entre o sucesso e o fracasso de um negócio.

💡#1 – Construção e fortalecimento de comunidades

Uma das principais tendências de marketing para 2023 é o foco na construção de relacionamentos com seus consumidores através da criação e do fortalecimento de comunidades para sua marca. 

O poder da comunidade, criada por meio de parcerias exclusivas e tarefas criativas, promove embaixadores da marca e é uma das maneiras mais eficientes de promover o engajamento e a sensação de pertencimento, capaz de impulsionar as vendas.

Além disso, com os consumidores confiando cada vez mais nas companhias do que nos governos, as marcas têm a possiblidade de crescerem por meio de conteúdo gerado pelo próprio usuário e estabelecerem uma impressão duradoura em seu público. 

De acordo com o relatório de 2022 da Stackla, 79% dos consumidores dizem que o UGC (User-Generated Content) impacta fortemente suas decisões de compra.

Lembre-se, as marcas representam as pessoas que servem, então, compartilhe a sua ideia e dê às pessoas uma opção fácil de agir e participar.

“Você nunca erra investindo nas comunidades e nos seres humanos dentro delas.”

Pam Moore , CMO e founder da Marketing Nutz

💡#2 – Priorize o relacionamento de longo prazo entre influenciador e marca

Construir relacionamentos de longo prazo com influenciadores é outra tendência que veremos se perpetuar no próximo ano. Isso porque eles representam melhor a sua audiência, geram um maior envolvimento e são uma excelente maneira de otimizar a criação de uma comunidade para sua marca (como mencionado no item acima).

Nesse sentido, o crescimento do marketing de relacionamento, dar-se-á, especialmente, através de conexões com nano influenciadores e não apenas celebridades. Os nano influenciadores, resumidamente, são pessoas comuns que promovem apenas os produtos que usam. Portanto, são considerados autênticos e acessíveis. Suas postagens também são vistas como recomendações de produtos e não como endosso.

98% dos consumidores planejam fazer pelo menos uma compra por meio de compras sociais ou comércio de influenciadores em 2022.

Social Shopping em 2022, Sprout Social

De acordo com a Mediakix, grande parte dos profissionais de marketing confirmam que o ROI do marketing da estratégia de influenciadores é melhor do que outros canais de marketing:

Infográfico comparando o ROI da estratégia de marketing de influenciadores com outros canais.
(Na imagem: comparação do ROI do marketing de influência com os demais canais)
(Créditos: Mediakix)

💡#3 – Deixe o seu propósito claro

Um estudo realizado pela Deloitte concluiu que existem fortes evidências de que as marcas que se comprometem com o seu propósito estão ganhando vantagem competitiva.

As novas gerações (em especial, a Geração Z), estão mais conscientes e mudando a forma como o mercado funciona. O consumidor de hoje não se importa apenas com o produto ou serviço pelo qual está pagando – ele se preocupa com o tipo de impacto que as marcas escolhidas estão causando no mundo.

Além disso, as marcas de alto crescimento têm 66% mais chances de ver o propósito como um mindset de growth hacking e um meio de orientar a tomada de decisões dos próprios funcionários.

Infográfico da Deloitte mostrando que 66% das marcas de alta crescimento apostam na força do propósito.
(Na imagem: 66% dos colaboradores das marcas de alto crescimento enxergam o propósito como guia para tomada de decisão)
(Créditos: Deloitte)

Resumidamente, o propósito de um negócio representa a razão pela qual a marca deve estar acima das vendas e do lucro. É o motivo pelo qual se existe e se é capaz de diferenciar dos demais.

💡#4 – O marketing precisa ser inclusivo em sua essência

O marketing inclusivo descreve campanhas que abraçam a diversidade, não apenas com base na cor da pele ou gênero, mas também de pessoas com diferentes origens e histórias. Os consumidores compram mais de marcas que se comprometem com essas particularidades.

15% da população mundial vive com alguma deficiência

OMS, 2021.

No entanto, o marketing inclusivo nem sempre é fácil de se fazer bem-feito. Uma campanha como essa leva tempo, esforço e pensamento cuidadoso para ser bem-sucedida. Vejamos o comparativo, por indústria, do impacto causado entre os mais jovens:

Gráfico comparativo, por indústria, do impacto da estratégia de marketing de inclusão entre os seguintes públicos: 18 a 25 anos e acima de 46 anos.
(Na imagem: entrevistados mais jovens (de 18 a 25 anos) consideram mais a publicidade inclusiva ao tomar decisões de compra)
(Créditos: Deloitte)

De acordo com S. Thompson, esse será o “futuro do marketing” e, muito em breve, transformar-se-á de algo recomendado para algo obrigatório dentro das organizações.

Afinal, 60% dos consumidores afirmaram ser mais propensos a comprarem de uma marca que utiliza essa estratégia, de acordo com pesquisa da Sprout Social.

💡#5 – Experimente a colaboração baseada em alimentos

As colaborações entre marcas de alimentos tendem a ser muito impactantes e ajudam companhias a se tornarem mais acessíveis e humanas. Dados ratificam essa tendência, afinal, as parcerias co-branded aumentaram 65% em 2021.

Independente da sua área de atuação, lançar campanhas e produtos que não sejam óbvios para o seu nicho pode manter os seus consumidores interessados ​​naquilo que se está fazendo.

Não se trata apenas de criar vínculos de produtos. Trata-se também de garantir que o produto ao qual você está vinculado faça sentido para a sua organização. E, uma vez que todo mundo precisa se alimentar para sobreviver, as collabs gastronômicas podem impulsionar a inovação e um maior reconhecimento das marcas envolvidas.

💡#6 – Publicidade gamificada

O marketing de gamificação, em linhas gerais, ajuda a atrair e manter clientes fiéis, criando uma experiência divertida com a qual eles realmente desejam se envolver utilizando elementos e design de jogos para atrair e reter clientes. 

À título exemplificativo, McDonald’s, Starbucks e Under Armour são algumas das companhias que já utilizam essa estratégia de maneira bem-sucedida. Em 2019, a rede de fast-food Wendy’s alavancou seu público com um jogo RPG inspirado no menu do local.


Vale dizer que, conforme levantamento do Mordor Intelligence, o mercado global de gamificação atingirá um CAGR de 26,5% entre 2022 e 2027. Mais que isso, dados comprovam que 72,5% dos consumidores se sentem mais inclinados a optar por marcas que tornam a sua experiência de fidelidade mais divertida e recompensadora.

💡#7 – Eleve a experiência híbrida

Embora a tecnologia desempenhe um papel na entrega híbrida do consumidor, isso ainda começa com os humanos. Colocar os humanos em primeiro lugar significa personalização. Toda estratégia de marketing tem o objetivo final de satisfazer o cliente para que ele não mude para os concorrentes do mercado. 

Entre as principais motivações para a implementação desse estilo de marketing, citamos a personalização (43%), inovação (43%), conexão com o cliente (40%) e inclusão (38%).


Infográfico mostrando como os executivos estão investindo na experiência híbrida.
(Na imagem: por que executivos estão apostando na experiência híbrida?)
(Créditos: Deloitte)

Dito isso, o foco muda da venda para a criação de experiências verdadeiras capazes de fazer a sua audiência se interessar, envolver e inspirar com a sua marca.

Nesse sentido, a infraestrutura utilizada deve estar instalada para garantir que todos os aspectos da experiência do consumidor estejam conectados e consistentes.

💡#8 – Abuse das transmissões ao vivo e o conteúdo baseado em vivo

A interação em tempo real permite que os espectadores se conectem com uma marca e o imediatismo ajuda a aumentar o alcance e o engajamento. Além disso, com vídeos ao vivo, as marcas podem criar não só conteúdo, mas também podem interagir e se envolver com seu público.

Vale ressaltar que, conforme divulgado pela Grand View Research, o streaming de vídeo oferece um enorme potencial, podendo chegar, até 2030, em US$ 330,51 bilhões.

De igual modo, estatísticas da Wyzowl, mostram que 88% dos consumidores gostariam de ver mais vídeos das companhias em 2022, bem como 87% dos profissionais de marketing que relatam que o vídeo é capaz de aumentar sua receita.

Infográfico, de 2015 a 2021, mostrando que o conteúdo em vídeo dá ROI positivo.
(Na imagem: conteúdo em vídeo dá ROI positivo?)
(Créditos: Wyzowl)

💡#9 – Torne-se um CEO público

Em 2023, a marca e seu CEO se tornam sinônimos. A ideia de um CEO popular não é nova, Jeff Bezos, Elon Musk, Bill Gates e até Steve Jobs são alguns exemplos.

A diferença é que, agora, as pequenas e médias empresas entenderam que vale a pena utilizar o seu líder como representante direto da companhia.

Esse fenômeno crescente de ativismo dos CEOs está se consolidando com um imperativo moral, muitas vezes estimulados pelos funcionários, como forma de produzir um impacto significativo em seus resultados.

Afinal, de acordo com o relatório BrandsGetReal, da Sprout Social, 70% dos consumidores se sentem mais conectados a uma marca quando esse CEO tem uma presença pública nas mídias sociais.

“Os CEOs mais visíveis no mercado são claramente mestres das mídias sociais”.

Tony Fernandes, CEO da Air Asia

O comportamento do consumidor é mais imprevisível do que nunca, mas…

Ainda que os últimos anos tenham deixado claro que o comportamento do consumidor é mais imprevisível do que nunca, existe um caminho para que as campanhas de marketing continuem sempre relevantes e ágeis diante das mudanças: manterem vivas as conversas contínuas com as suas audiências.

Por isso, se ficar à frente do jogo é essencial em meio a instabilidade vivida, mesmo que uma empresa não possa investir em todos essas tendências sugeridas, deve-se selecionar, pelo menos, uma combinação que seja adequada a sua realidade.

De fato, existem grandes oportunidades ocultas para potencializar os resultados e alavancar o crescimento de um negócio. Então, se melhorar os processos, com foco na jornada do cliente, é uma prioridade para a sua companhia, conheça a Imersão G4 Growth – 2 dias ao lado dos maiores especialistas do mercado para encontrar as alavancas de crescimento para sua empresa, seja ela um negócio tradicional, familiar ou startup.

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