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Meta Summit Latam 2022: Insights do G4 Educação


Meta Summit 2022 - insights do G4 Educação

Meta Summit Latam 2022 usa do regional para anunciar decisões estratégicas globais acerca do Metaverso

Henrique Guedes, Head of Creative do G4 Educação, e Bruno Couto, Head of Design do G4 Educação, estiveram na última semana presentes no Meta Summit Latam 2022, realizado na cidade de São Paulo.

O evento foi um prato cheio de insights sobre os planos da gigante de tecnologia para a América Latina. Agências, produtoras de conteúdo e influenciadores estiveram presentes para conhecer de perto as inovações das plataformas Meta – e trouxemos os destaques mais relevantes selecionados pela reportagem do G4.

Executivos de alto escalão de uma das Big Five Techs no Brasil comandaram painéis apresentando o futuro do Metaverso

Visto como o próximo passo da Meta, a junção de Realidade Aumentada (RA) com Realidade Mista já está totalmente democratizada em funções como os filtros do Instagram e, mais recentemente, com os avatares 3D, lançados no Brasil neste mês de maio.

“Ficamos surpresos ao ver que mais de 100 milhões de pessoas na América Latina estão usando efeitos de RA todos os meses, o que é um reflexo da vibrante comunidade de criadores que existe na América Latina“ 

Vishal Shah, vice-presidente de Metaverso na Meta. (Crédito: Vishal Shah via LinkedIn)

A Meta acelera seus investimentos no Metaverso em contrapartida às investidas pesadas da ByteDance, controladora do TikTok, que adquiriu a Pico, uma das principais empresas de equipamentos de realidade virtual.

Para efeito comparativo, a Meta comercializou 11,2 milhões de headsets de Realidade Aumentada e Virtual em 2021 – o equivalente a 78% de seu market share. Ocupa a 1ª posição no mercado, que segue com a DPVR e, justamente, a Pico, com 5,1% e 4,5% respectivamente desse mercado, segundo informações do The Insight Partners.

A ByteDance já declarou: “o conjunto abrangente de tecnologias de software e hardware da Pico, bem como o talento e a profunda experiência da equipe, apoiarão nossa entrada no espaço de VR e investimento de longo prazo neste campo emergente.”

O Meta Summit vem como uma resposta regional para seu plano de globalização e democratização da tecnologia do universo digital. Embora a temática central tenha girado em torno do Metaverso, muitos insights sobre como ele está sendo desenvolvido conseguiram ser colhidos.

Confira os principais deles:

Principais destaques do Meta Summit Latam 2022

Pelo formato “summit“, tivemos uma line-up de peso para o Meta Summit Latam 2022. Chegaram a São Paulo grandes executivos da Meta, do mercado, artistas e influenciadores.

Vishal Shah, VP do Metaverso, e Maren Lau, VP Latam do Metaverso, buscaram em seus painéis desvendar os caminhos para o futuro da nova tecnologia, apresentando possibilidades funcionais para a construção da relação de marcas com seus usuários finais.

“O metaverso é a maior oportunidade para empresas e criadores na América Latina desde a internet. Ele nos ajudará a sentir que estamos ali com outra pessoa ou em outro lugar, abrindo oportunidades reais para todo o ecossistema”

Maren Lau, vice-presidente regional da Meta para a América Latina. (Crédito: Maren Lau via Facebook)

Os avatares 3D acabam de chegar ao Brasil e procuram criar uma representação autêntica de você mesmo, com traços precisos. Maxine Willians, VP de Diversidade da Meta, fez questão de ressaltar a importância de incluir e contemplar todas as formas de expressão e gênero com as quais qualquer pessoa possa se identificar.

Além de serem uma caracterização digital de cada pessoa, os personagens devem ter suporte a carteiras digitais, como o Facebook Pay e WhatsApp Pay, bem como suporte a NFTs.

Talvez a notícia de maior destaque sobre a tecnologia, entretanto, seja a parceria da Universidade de São Paulo (USP), junto a United States of Mars (USM), para se tornar a primeira universidade pública da América Latina no metaverso. 

A USM, formalmente conhecida como Radio Caca, ou RACA, firmou um acordo de cooperação internacional cujo objetivo é “comentar pesquisas sobre aplicações e aspectos técnicos, econômicos e legais do Metaverso”.

Através da parceria, foi a primeira vez que a USP trabalhou com NFTs. Recebeu uma terra no Metaverso conhecido como USM Metaverse, um ambiente que está sendo construído pela USM em colaboração com outras universidades ao redor do mundo.

Em linhas gerais, isso significa que a USP terá seu próprio campus virtual, dentro do qual poderá “construir diferentes espaços para interação com e entre usuários (alunos, professores, pesquisadores e visitantes), usando realidade virtual, aumentada ou mista”.

A tônica do Meta Summit passou por apresentar as novidades que estão sendo aplicadas na América Latina no ambiente do Metaverso, mas foi além: tentou apresentar maneiras para modelos de negócio se adequarem ao espaço virtual.

Conrado Leister, Vice-Presidente e Diretor Geral da Meta no Brasil, começou palestrando sobre “O poder das marcas conectadas”. Duda Bastos, Diretora de Negócios da Meta, entrou ao palco para discutir “Como a Meta conecta pessoas e marcas através de vídeos”.

Gloria Groove, artista e criadora de conteúdo; Fernanda Bas, Gerente de Parcerias com Music Labels da Meta; e Pedro Vilhena, Gerente de Parcerias Estratégicas da Meta, fizeram uma mesa redonda com o tema “Criadores: expressão e cultura no Reels”.

Na sequência, quem teve o microfone foi Renata Decoussau, Diretora de Estratégia Creative Shop Latam da Meta, que elaborou a ideia sobre “como marcas podem se conectar com a cultura e com as pessoas”.

Representantes da Ambev, Grupo Boticário, Netshoes e Itaú ganharam espaço para discutir o metaverso no futuro do varejo. Inovação, criatividade, estratégias full funnel com vídeos, creators e reels foram temas recorrentes em suas palestras, cuja máxima girava em torno do uso de dados e de mensurar cada passo da estratégia.

Para Henrique Guedes e Bruno Couto, tudo isso estava envelopado em uma regra inabalável: storytelling, planejamento estratégico e análise de dados. Temas que também foram muito abordados ao longo da programação do Meta Summit.

João Inada, Diretor e Cineasta, ao lado de Gabriel Silva Matos, Creative Strategist da Meta, elaboraram como o uso da tecnologia serve de instrumento de criatividade para novas linguagens.

Por sua vez, Gian Martinez, co-fundador e CEO da Winnin, desenvolveu sobre criatividade data-driven, como sair da teoria e ir para a realidade. Como transformar o processo criativo de grandes marcas, creators, e empresas de entretenimento com insights baseados em dados.

A programação ainda contou com nomes como Rafael de Freitas, Head de Vendas de Varejo e e-commerce da Meta; Vivi Duarte, Diretora de Conexões e Planejamento Latam da Meta; Gus Bormann, Head of Creative da Meta; Fernanda Guimarães, Head do Creative Shop Brasil da Meta; Paula Matta, Head de Vendas de Educação da Meta; Sandro Cachiello, Gerente de Indústria A&B da Meta; e Andre Athayde, Parceiro de Agências da Meta.

Insights do G4 Educação sobre o Meta Summit Latam 2022: o que tirar de aprendizado?

Mais do que anúncios megalomaníacos sobre algo inventivo em relação ao Metaverso, o Meta Summit Latam 2022 chama atenção por três motivos: 

  1. O foco na estratégia e nos dados gerados por trás da implementação de novas tecnologias;
  2. Storytelling como ferramenta chave para construção de marcas perenes;
  3. A importância de iniciativas como Meta Creative Shop.

Para cada um deles existe um aprendizado, que mostra um pouco dos caminhos traçados pela Meta para desenvolver a tecnologia imersiva do futuro.

Futuro será fundamentado em estratégias data-driven

Chega a ser impactante o quanto a Meta relaciona os dados com o futuro. Todas suas iniciativas, em todos os temas abordados no evento, de alguma maneira, passam pela mensuração e validação de dados.

Esses funcionam como a bússola para uma estratégia de negócios mais assertiva. Se não assertiva, aquela que pode ser reconfigurada durante o processo. Foi-se o tempo em que os insights eram escassos. 

Hoje, encontramos praticamente tudo em ferramentas de busca. Não que você se tornará um especialista, mas você tem a porta de entrada para qualquer assunto. Estamos na era do “acesso”. É um imperativo acessar informações que lhe municiem de dados.

Não existe mais espaço para analisar esses insumos apenas no final de um ciclo produtivo. Eles são o drive de todo o processo. As validações que ajudam nas tomadas de decisões, que nos trazem previsibilidade e capacidade operacional de intervenção. 

E isso vem sendo cada vez mais usado em processos criativos. A cultura data-driven é capaz de catapultar o potencial criativo de um time que desenvolve ou que vende um produto. Sob perspectivas de engajamento, agilidade, relevância e conversão.

A busca pela autenticidade, para a Meta, parece ser baseada em números, não em um feeling de mercado. O Metaverso e o futuro das tecnologias passam por uma estratégia muito bem definida e totalmente data-driven.

Gian Martinez, co-fundador e CEO da Winnin, é um mestre em aplicar essa cultura dentro de marcas. Falou sobre estratégia ser trabalho de tempo integral. 

E que a criatividade, os processos criativos, não acontecem por acaso. Estão relacionados a dados, com muita pesquisa e desenvolvimento, testes, erros, acertos e análises. Toda decisão estratégica e criativa precisa ser embasada por dados.

Pense em um planejamento estratégico de comunicação para grandes campanhas de marca. Antes de qualquer ação criativa de fato, é feita uma extensa pesquisa de mercado em busca de oportunidades. Essa é a grande parte do trabalho – não a execução dele. 

Storytelling como ferramenta chave para construção de marcas perenes

Então pense: se para criar uma campanha publicitária mais assertiva hoje é necessário mais planejamento estratégico do que de fato a execução do processo criativo, é comum ter dificuldade de associar justamente os dois lados da moeda: os dados e a criatividade.

A Meta trata tão sério quanto planejamento estratégico data-driven a capacidade de um bom storytelling desenvolvido. Como conectar formatos e mensagens. Estamos em um mundo multiplataforma – e saber como contar histórias fantásticas com diferentes aplicações é um imperativo para a gigante de tecnologia.

É o storytelling que conecta as marcas ao imaginário do público. É o que faz a Coca-Cola ser a Coca-Cola. Para a conexão é muito importante. A Meta entende que construirá perenidade através de histórias de marca, usando creators como aceleradores da inovação.

Data-driven tende a encontrar o cliente no lugar certo, no momento certo. Cria o hub perfeito para disseminar histórias e fortalecer seus valores.

A importância do storytelling para a construção de marcas perenes no Meta Summit 2022. (Crédito: G4 Educação)

A Meta também levanta a bandeira que qualquer processo de storytelling deve ser feito com grupos diversos, misturando influências e repertórios. Esse caldeirão abre espaço para a influência referencial de cada autor. Pessoas criativas te trarão diversas formas inesperadas para entregar o diferencial competitivo.

Co-criar parece um caminho promissor para expandir públicos. Pluralidade de vozes e autenticidade de discursos são recursos chave para um bom storytelling. Essas são as produções mais custosas, mas que o retorno é compatível ao esforço estratégico dedicado para o seu lançamento.

E aí é preciso entender que relevância é diferente de visualizações. Relevância é sobre engajamento. Não precisa ter milhões de seguidores para ter uma base relevante. É preciso ter defensores fiéis.

E todo processo comunicacional precisa ser natural e emocionante. Você não pode empurrar conteúdo goela abaixo e esperar que sua audiência esteja sempre satisfeita. É necessário ter os momentos para criar desejo.

A importância de iniciativas como Meta Creative Shop

A Meta Creative Shop é uma equipe interna de estrategistas criativos, designers, escritores e especialistas em dados, que colaboram com marcas para ajudá-las a executar campanhas mais eficazes.

O papel da área é apoiar os clientes com métodos de pesquisa e insights de dados para entender o que ajuda a impulsionar o sucesso nas plataformas Meta. É a interseção de criatividade e pesquisa. 

É uma equipe multifuncional que basicamente pega uma “ideia maluca” e operacionaliza. Transforma experimentos em pesquisas robustas com credibilidade de um laboratório da Meta. 

Tentar diferentes maneiras de operacionalizar variáveis ​​é um processo iterativo. Você não acerta de primeira. Há muitas interpretações de um conceito. Como equipe, a Meta Creative Shop usa métodos orientados por dados para localizar as perguntas criativas, seguidas por uma fase de experimentação, para isolar essas variáveis. 

Depois disso, ela ativa esses aprendizados e os comunica. Esse processo permite abandonar rapidamente as ideias que falham e dobrar aquelas que demonstram sucesso.

Com o Metaverso, a Creative Shop analisa as variáveis de resultado dos anúncios interativos de Realidade Aumentada e Realidade Virtual.

Você também vai gostar de ler: Metaverso da Disney: o que a nomeação de seu VP indica para o mercado?

Meta Summit Latam 2022: o que esperar para o futuro do metaverso?

Parece que o plano da Meta é cada vez mais aproximar seu público ao novo conceito da marca. Ainda muito atrelada aos seus subdomínios, como Facebook, Instagram e WhatsApp, Meta quer criar o Metaverso. Já foi divulgado.

Os aprendizados e insights que a equipe do G4 Educação tira do Meta Summit 2022 estão exatamente alinhados com esses esforços da gigante de tecnologia ser associada à sua nova alcunha, ao seu novo conceito.

Está fazendo isso através de uma estratégia muito bem definida e totalmente data-driven, investindo no storytelling, na agilidade de seus processos de inovação e no aprimoramento de uma tecnologia que ainda é uma aposta para o futuro.

E ao considerar como o summit escalou um time de peso de criadores de conteúdo, parece que esse futuro será colaborativo. Além da já mencionada Gloria Groove, participaram do evento influenciadores como Vitor diCastro; Jojoca; Magá Moura; Bielo Pereira; e Vic Gaibar.

Criadores de conteúdo não estão presos à plataformas – e onde o terreno se mostrar mais fértil, é provavelmente para onde o formato seguirá. A aposta da Meta é desenvolver esse espaço iterativo no qual os criadores irão pavimentar a acessibilidade ao Metaverso.

O Metaverso ainda é um conceito, que precisa ser desenvolvido por diversas frentes tecnológicas. Vários recursos estão envolvidos no que suportará esse ambiente virtual, tal qual o próximo passo da internet: a Web3. 

Falar de Web3, ou W3 e World Wide Web 3.0, é a nova geração da internet capaz de rodar tecnologias como Metaverso, blockchain, NFT, 5G. É percorrer um caminho permeado por adventos tecnológicos com grande potencial para impactar e subverter o establishment. 

O G4 Educação está de olho nisso há tempos.

Se você quer saber mais sobre o assunto, temos um curso gratuito sobre Web3 para Negócios, o qual te abastecerá com o conhecimento necessário para navegar por esse novo conceito de internet descentralizada.

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