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Experiência do colaborador: estudo mostra a diferença de percepção entre líderes e liderados


Experiência do Colaborador

A corrida pelos melhores talentos começa com a capacidade dos líderes e gestores conseguirem criar uma experiência do colaborador (EX) única para os seus funcionários. Mas será que a sua equipe está realmente satisfeita com a experiência oferecida dentro da sua empresa?

Entender como as empresas estão gerenciando o seu employee experience (EX) para atrair e reter os melhores talentos é vital para o recrutamento, retenção e produtividade geral de seu principal ativo: pessoas.

Por isso, bons líderes e gestores sabem que colocar seus funcionários em primeiro lugar não é apenas a coisa certa a fazer, é também fator determinante para o sucesso dos seus negócios. 

Afinal, quando uma companhia tem um time altamente engajado e prioriza a experiência de seus funcionários, dados da Gallup e de uma pesquisa realizada pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology) mostram que ela alcança:

Entretanto, a grande questão analisada por um estudo inédito da Capgemini é que, embora a gestão de pessoas e a experiência do funcionário sejam algumas das palavras-chave mais utilizadas pelo RH atualmente, muitos gestores acham que estão tomando boas iniciativas, ao passo que a percepção por parte de seus liderados é completamente oposta.

Dito isso, a “percepção geral”, ou seja, a soma de todas as interações que um funcionário tem com uma empresa, desde o primeiro contato como potencial contratante até a última interação após o término do vínculo empregatício, abrange muitos pontos de contato ao longo do tempo e uma ampla gama de sentimentos, comportamentos e atitudes que não estão convergindo adequadamente na experiência da sua trajetória profissional. Vejamos:

“Apenas 28% dos funcionários em nossa pesquisa dizem que estão satisfeitos no trabalho hoje, em comparação com 80% dos líderes que acreditam que seus funcionários estão satisfeitos. Sublinhando essa lacuna de percepção, apenas um terço dos funcionários dizem que se sentem felizes no trabalho hoje, em comparação com uma porcentagem muito maior de líderes (92%) que acreditam que seus funcionários estão felizes”.

The people experience advantage – Capgemini, 2022

Quais são os benefícios de investir em uma boa experiência do colaborador para a empresa?

O employee experience está se tornando cada vez mais importante nas organizações, especialmente com a entrada de diversos tipos de colaborador no mercado de trabalho, especialmente dos nativos digitais e da Geração Z – que lideram movimentos como o quiet quitting.

No mercado altamente competitivo que temos hoje, atrair e reter talentos não é uma preocupação apenas para o setor de recursos humanos, mas um tema que afeta toda a estratégia organizacional.

Como a Capgemini indica, as empresas que oferecem um EX superior aos seus colaboradores, beneficiam-se de um impacto indireto no seu crescimento (por exemplo, retenção).

(Na imagem: impacto de um EX adequado na gestão de pessoas)
(Créditos: Instituto de Pesquisa Capgemini 2022)

Como é possível observar nas imagens acima, entre os principais benefícios de se proporcionar uma melhor experiência do colaborador na gestão estratégica de pessoas, podemos citar:

  1. Atração e retenção de talentos com mais facilidade
    97% dos funcionários e 100% dos gestores que avaliam sua experiência como positiva dizem que pretendem permanecer na empresa atual por, pelo menos, os próximos 12 meses;
  2. Maior engajamento profissional
    96% dos funcionários e 100% dos gestores que relatam uma experiência positiva se sentem mais engajados no trabalho;
  3. Colaboradores se tornam promotores da sua marca
    94% dos funcionários e 100% dos gestores recomendarão a sua companhia para amigos e parentes;
  4. Aumento da satisfação do cliente
    89% dos funcionários das linhas de frente e 48% dos gestores perceberam uma maior satisfação do cliente como resultado indireto de uma experiência aprimorada;
  5. A flexibilidade no trabalho contribui para a felicidade dos funcionários
    Quase metade (48%) dos funcionários e quase 9 em cada 10 gestores (87%) que possuem oportunidades de trabalhar remotamente estão mais felizes no trabalho.

Oliver Grohmann, vice-presidente sênior de recursos humanos do Grupo Emirates acredita que:

“Se você tiver colaboradores felizes e engajados, obterá muito mais resultados no seu negócio. Em vez
de focar apenas na redução de custos, as empresas devem trabalhar para engajá-los e motivá-los”.

A satisfação dos colaboradores mudou do pré-pandemia para o pós-pandemia

A pandemia COVID-19 e o necessário distanciamento social descontruíram a natureza do trabalho e as bases em cima das quais ele foi estruturado. De fato, essa sensação de ruptura de velhos padrões e a necessidade de implementar regimes alternativos fez despencar a satisfação dos funcionários, embora a grande maioria tenha se sentido apoiada por suas organizações, conforme levantamento da McKinsey.

Assim, uma nova realidade surgiu para as equipes de RH e lideranças em todo o mundo. Afinal, as forças de trabalho estão, atualmente, enfrentando níveis de stress, medo e insegurança que não haviam experimentado antes e todas as formas conhecidas de cuidar e oferecer apoio foram disruptadas por esse contexto. Então, como serão que os níveis de satisfação se encontram nesse momento?

(Na imagem: satisfação no trabalho pré e pós-pandemia)
(Créditos: Instituto de Pesquisa Capgemini 2022)

Entre os principais pontos de atenção evidenciados pela pesquisa, existem muitos insights concretos e aplicáveis sobre como liderar em tempos de incerteza:

  1. A satisfação de funcionários e gestores diminuiu drasticamente em 2021 e ainda não voltou
    aos níveis pré-pandemia

    Antes da pandemia, quase três quartos dos colaboradores e 93% dos gerentes diziam estar satisfeitos no trabalho. Em 2021, esse número caiu para apenas 12% e 22%, respectivamente, destacando a ansiedade, frustração e potencial de esgotamento. Hoje, os índices estão em 28% para colaboradores e 80% para posições de liderança;
  2. Os funcionários têm expectativas mais altas hoje do que antes da pandemia
    Empresas em todo o mundo tiveram que responder a condições econômicas em grande parte instáveis, simplificando suas operações. Isso limitou as oportunidades de crescimento e também contribuiu para um clima de instabilidade extrema. Por isso, 74% dos profissionais que não estão satisfeitos com a realidade de trabalho que vivem foram recrutados por outras companhias que ofereceram mais bônus (63%) ou aumento salarial (58%).
  3. Certos aspectos da experiência do colaborador têm mais peso agora do que anteriormente
    A pandemia fez as prioridades mudaram para muitas pessoas. Para Christian Schmeichel, vice-presidente sênior e diretor de futuro do trabalho da SAP:

“A atenção, o foco e as prioridades pessoais dos funcionários mudaram significativamente. Os temas de maior prioridade são diferentes de antes da pandemia. Por exemplo, com o aumento do uso de tecnologia para trabalho remoto, os funcionários valorizam mais a conexão humana e a empatia hoje.”

  1. Líderes estão excessivamente otimistas sobre a felicidade dos seus liderados
    Apenas 30% dos colaboradores estão satisfeitos no trabalho, contra 92% dos gestores que acham que eles estão;
  2. 1 em cada 3 funcionários tem planos de deixar sua empresa atual
    De todos que pretendem sair, a maioria (66%) planeja fazê-lo nos próximos 3-9 meses. Por faixa etária, quase metade da Geração Z – de 18 a 24 anos – planeja sair. Aqueles que estão em funções industriais também são mais propensos a partir (40%). Na contramão dessa estatística, apenas 6% dos líderes acreditam que seus funcionários sairiam.

Por que seus liderados podem estar insatisfeitos?

O trabalho ocupa uma porcentagem significativa da vida de uma pessoa, dessa forma, quando as expectativas de como deveria ser essa experiência não são atendidas, são gerados sentimentos de decepção, amargura e desinteresse.

Funcionários insatisfeitos podem afetar negativamente uma empresa pela falta de motivação, desempenhos ruins e atitudes negativas. Esses sintomas podem se espalhar para outros funcionários, infectando departamentos inteiros e o seu faturamento. 

(Na imagem: o que falta na atual experiência do colaborador)
(Créditos: Instituto de Pesquisa Capgemini 2022)

Por isso, dedicar um tempo para entender os motivos dessa insatisfação tem o condão de facilitar a busca pelas soluções adequadas e capazes de transformar indivíduos desanimados em promotores da sua marca. Nesse sentido, vale listar as lições trazidas pela Capgemini:

  1. Ter um propósito claro nas funções exercidas na companhia é fundamental
    Para 70% dos funcionários entrevistados, a clareza do propósito do trabalho (ou seja, saber por que você está fazendo o que está fazendo) é o aspecto mais importante da sua carreira profissional. Além disso, 65% destacam o aprendizado e o desenvolvimento de habilidades como as necessidades mais importantes desta jornada;
  2. É necessário equilibrar vida profissional e pessoal
    Apenas 28% dos colaboradores sentem que seu horário de trabalho é suficientemente flexível para encontrarem esse equilíbrio e apenas 29% consideram sua carga de trabalho gerenciável, ou seja, que podem tirar uma folga quando quiserem;
  3. Esteja preparado para fornecer suporte físico e mental para seus times
    Dos 18% dos funcionários que dizem ter acesso a recursos de saúde mental em sua empresa, apenas 20% se sentem realmente bem física e mentalmente, em comparação com 49% e 55% dos gestores;
  4. Líderes precisam ser mais empáticos
    69% dos colaboradores afirmam que seus gestores não são empáticos e mais de 50% não acreditam que seus líderes tenham alcançado um alto nível de proficiência em inteligência emocional;
  5. Diversidade e inclusão importam
    Dos funcionários que planejam deixar suas organizações nos próximos 12 meses, 45% dizem que, se sua empresa tivesse uma cultura mais inclusiva e diversificada, eles poderiam mudar de ideia;
  6. Alinhe expectativas de remuneração desde o início
    Apenas 30% dos funcionários acreditam que são pagos adequadamente pelo serviço que executam;
  7. Tecnologia e ferramentas para trabalhar são responsabilidades da companhia
    72% da mão de obra considera que não têm acesso à tecnologia e aos instrumentos necessários para fazer bem o seu trabalho;
  8. A experiência de integração na empresa precisa funcionar
    A grande maioria dos colaboradores não se sentiram acolhidos quando iniciaram em sua companhia e confessam que o seu processo de integração (onboarding) não foi eficiente.

Como melhorar a experiência do colaborador?

A jornada de um funcionário desde a contratação até o offboarding leva a uma variedade de comportamentos e experiências. Nesse sentido, adotar uma cultura de employee experience pode ser o divisor de águas não apenas na intenção de grandes talentos permanecerem na organização, mas também na sua produtividade e engajamento.

Diferentes tipos de trabalhadores têm necessidades diferentes. Se quisermos atender a todas essas necessidades, precisamos categorizar nossos funcionários em diferentes personas (…) e desenvolver uma abordagem de modelo de persona com base nessas diferentes necessidades e desejos”.

Lenneke Alves-Baker – Head de “Change and User Adoption” da Airbus Digital Workplace

Esse é um processo contínuo, por isso, reflita, o que a sua companhia está fazendo hoje para melhorar a experiência do colaborador em seu negócio?

Aqui estão 10 sugestões para que você possa investir na construção de uma estratégia eficaz capaz de aumentar o comprometimento da sua equipe, reduzir a rotatividade de pessoas e garantir que os melhores profissionais continuem na sua companhia:

(Na imagem: 10 ações-chave para as empresas melhorarem a experiência do colaborador)
(Créditos: Instituto de Pesquisa Capgemini 2022)

Como visto neste artigo, os benefícios de melhorar a experiência das pessoas são claros, mas poucas organizações estão fazendo isso de fato e da maneira correta.

Sendo assim, se você deseja renovar a experiência do colaborador para criar engajamento e satisfação duradouros na sua companhia, conheça o G4 Gestão de Pessoas, uma imersão presencial de 3 dias com Bernardinho, Vabo e Ricardo Basaglia para elevar seu time à mais alta performance.

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