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Descubra como o consumidor vai se comportar em 2023


Budweiser Zero, a versão sem álcool da cerveja tradicional da empresa

Tempo estimado de leitura: 10 minutos

Bom dia, boa tarde, boa noite. Seja muito bem-vindo(a) à nova edição da G4 News, a newsletter informativa do G4 Educação. Chegou quinta-feira e temos mais recomendações para o seu final de semana (ou quando você tiver tempo para conferir, é claro 😅).

Na newsletter de hoje:

  • Mercado de bebidas sem álcool cresce em 2022.
  • Como será o comportamento dos consumidores em 2023.

Guilherme Canineo, Soraia Yoshida

Tendências & Inovação

Beba sem moderação? 🤔

Heineken 0.0, a cerveja sem álcool da marca
Food & Wine / Koen Van Weel / ANP / AFP via Getty Images

Talvez não seja bem assim (afinal, é bom ter moderação em “quase” tudo na vida, já dizia minha avó). Acontece que, ao menos nos Estados Unidos, o mês de janeiro tem se tornado característico para quem bebeu muito em dezembro e quer começar o ano dando aquela desintoxicada ou simplesmente encarar a vida de forma mais saudável.

Não quer dizer que as pessoas simplesmente vão aderir somente à água e ao suco. Isso é muito notório quando olhamos para os veículos de comunicação reportando um aumento no consumo de bebidas sem álcool. Lá nos EUA, segundo pesquisa da NielsenIQ, as vendas no varejo desse segmento aumentaram mais de 20% em 2022 e 120% ao longo dos últimos 3 anos

Cenário global. Em 2022, a venda desses produtos (junto a bebidas com baixo percentual alcoólico) cresceu “mais de 7% em volume nos 10 principais mercados globais, ultrapassando US$ 11 bilhões em valor de mercado”. No Brasil, a projeção era fechar ano passado com uma alta de 37% no consumo de cervejas sem álcool (400 milhões de litros consumidos). 

Vendo essa tendência ganhar cada vez mais força, é claro que as grandes marcas passaram a olhar o segmento com outros olhos. A Heineken introduziu sua 0.0 em 2017 e, em 2020, anunciou que estaria investindo US$ 50 milhões anuais no setor

Mas não foram só os grandes que decidiram aproveitar essa nova onda mais saudável. Segundo Kaleigh Theriault, uma das responsáveis pelo segmento na NielsenIQ, “mais de 70 novos itens foram lançados nesse meio” no ano passado.

Mudança de hábito ou simplesmente um complemento? Ao que tudo indica, pelo menos nos EUA, as pessoas ainda não estão prontas para zerar seu consumo de álcool. A pesquisa da Nielsen apontou que 82% das pessoas que compram cervejas, vinhos ou licores sem álcool também o fazem com suas versões tradicionais

Quais são os mercados mais valiosos? Alemanha, Espanha, Estados Unidos, Japão e Reino Unido. Dito isso, a IWSR Drink Market Analysis “espera que a Austrália, o Canadá e os EUA vejam um crescimento de volume de dois dígitos até 2026”.

Varejo

Como será o comportamento dos consumidores em 2023?

A mudança no comportamento dos consumidores.
 Capgemini Research Institute

O cenário de incerteza mundial tem feito mais do que chacoalhar os processos das companhias: está fazendo os consumidores olharem para as empresas como “companheiras” na crise. Mas não sem quid pro quo. Segundo uma pesquisa da Capgemini, 78% dos consumidores afirmam que serão mais fiéis a empresas dispostas a ajudá-los nesse momento difícil.

O estudo mostra que 74% dos consumidores globais planejam comprar mais produtos ou serviços de empresas que eles percebem como úteis. Para os compradores da Geração Z, essa porcentagem é de 67% globalmente.

Não é de hoje. Após a crise econômica de 2008, os programas de fidelidade cresceram 19% entre 2007 e 2009 e levaram os consumidores de volta às marcas que ofereciam as melhores ofertas.

Mas como fazer? Além de ajudar os consumidores e construir lealdade no longo prazo, o report aponta mais duas ações principais para ajudar marcas e varejistas a capitalizar as oportunidades:

  • Reduzir custos repensando a organização da cadeia de suprimentos, com digitalização de processos, automação de operações e atendimento, planejamento e previsão
  • Identificar novas oportunidades de receita e crescimento de canal, escolhendo influenciadores capazes de trazer autenticidade e credibilidade

O que mais está mudando. Para lidar com a alta no custo de vida, 73% dos consumidores estão fazendo menos compras por impulso, 69% estão cortando itens não essenciais (como eletrônicos, plantas, comer fora etc), além de atrasar a compra de itens considerados de luxo. 

Além disso, pelo menos 65% preferem produtos de marca própria, que em geral são mais baratos. E 57% estão gastando mais tempo em diferentes lojas físicas para encontrar ofertas e descontos.

Vale dizer que um terço de todos os consumidores descobrem novos produtos por meio da mídia social. Portanto, integrar ofertas e comunicação nas redes e em plataformas digitais pode ser a chave para conquistar essa lealdade.

  • Falando em publicidade online, um estudo aponta que os brasileiros são os consumidores mais influenciáveis: 37% compram imediatamente após consumirem anúncios online, frente à média global de 14%, segundo estudo da Rakuten.

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Curiosidades

Live commerce realizado no Douyin, versão chinesa do TikTok
ChinaTalk / Douyin

Número do dia: US$ 208 bilhões. Esse foi o montante total que os consumidores chineses gastaram em compras dentro da plataforma do Douyin em 2022, a irmã chinesa do TikTok, valor que corresponde a um aumento de 76% em relação a 2021. E falando em TikTok, o popular aplicativo de vídeos curtos também teve um crescimento significativo no Sudeste Asiático: compradores da região “mais do que quadruplicaram seus gastos” no ano passado. 

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Frase do dia: ​​“[…] em um negócio criativo como o nosso, nada pode substituir a capacidade de conexão, observação e criação com colegas que estão fisicamente juntos, nem a oportunidade de crescer profissionalmente aprendendo com líderes e mentores”. 

Esse foi um trecho do e-mail que Bob Iger, CEO da The Walt Disney Company, mandou aos funcionários da organização no qual anunciou o encurtamento da jornada de trabalho híbrida, que agora será de 4 dias presenciais a partir do dia 1º de março

Com isso, Iger se junta ao time dos líderes de grandes empresas que impuseram a diminuição de dias em home office (como a Apple) ou optaram por eliminá-lo completamente (como Twitter). Assim como mencionamos na edição #042 da G4 News, a volta de Iger como CEO veio acompanhada por uma grande insatisfação dos funcionários da empresa. Agora é ver como será a repercussão dessa medida.

Must-Reads

🧬 Quatro. Esse é o número de campos de batalha que são essenciais dentro da jornada de compra do consumidor. Nesta era cada vez mais digitalizada, uma das estratégias de crescimento adotadas por empresas com Starbucks e Airbnb foi tornar o marketing uma parte essencial do DNA corporativo via marketing-led growth, que vai desde a aquisição do prospecto, ativação e retenção do cliente até a conversão dos mesmos em vendedores através do marketing de indicação. (G4 Educação) 

💚 82%. Esse é o percentual dos brasileiros que estão de acordo com o fato “que quanto mais uma empresa se compromete com tecnologia sustentável, mais sucesso econômico ela terá no futuro”, segundo pesquisa conduzida pela Bosch. Fora isso, 87% associam práticas ESG a sucesso econômico. (Forbes Brasil)

 🤝 Dos mesmos criadores de “Quiet Quitting” (em português, demissão silenciosa)… agora temos o “Quiet Hiring” (ou possivelmente contratação silenciosa), que é quando uma organização “consegue novas habilidades sem realmente contratar novos funcionários em período integral”. Como? Empregando contratantes a curto prazo ou incentivando que colaboradores atuais troquem temporariamente de função dentro da organização. (CNBC)

🏄 Poder surfar dentro da cidade São Paulo? 🤨 Sim, pelo visto isso será possível em 2025. Saiba como Oscar Segall, sócio-fundador da gestora de ativos imobiliários e incorporadora KSM Reality, após construir um condomínio com praia artificial no interior do estado, irá levar o surfe para a capital paulista. (Neofeed)

Quiz

Quando se fala sobre propriedade intelectual, talvez o que mais venha na mente das pessoas sejam designs, logos, nomes, símbolos e imagens, especialmente porque existe uma preocupação muito grande em registrá-los o quanto antes para evitar violações de direitos autorais de outras pessoas/empresas.

No entanto, outro tipo de invenção (bastante importante no setor de tecnologia) também constitui uma propriedade intelectual: a patente. Apenas em 2022, foram mais de 38.000 patentes de utilidade emitidas nos Estados Unidos entre as 10 empresas que mais registraram. E aí, será que você consegue adivinhar quem ficou em 1º lugar?

  • Canon
  • IBM
  • LG
  • Samsung
  • Toyota

A resposta você encontra logo abaixo da imagem

Aplicação para patentes nos Estados Unidos
FindLaw

Resposta: #1 Samsung (8.513 patentes); #2 IBM (4.743); #3 LG (4.580); #4 Toyota (3.506); e #5 Canon (3.406).

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