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Como será a expansão da Pizza Hut em 2023


Pizza Hut no Brasil

Tempo estimado de leitura: 11 minutos

Olá, tudo bem com você? Seja muito bem-vindo(a) à nova edição da G4 News, a newsletter informativa do G4 Educação. E quem se deu bem neste final de semana foram as influenciadoras Virgínia Fonseca e Samara Pink, criadoras da marca de cosméticos We Pink. 

No último sábado (14/12), as duas realizaram uma live promocional exibida nas redes sociais e no YouTube que faturou R$ 15 milhões ao longo de 12 horas de transmissão. Mais de R$ 1,2 milhão por hora. É… realmente começamos 2023 com mais uma bela demonstração do poder dos influenciadores combinado com um produto de qualidade, que tem a confiança dos clientes e aproveita o canal certo para chegar até eles.

Na newsletter de hoje:

  • Após KFC, IMC anuncia os planos de expansão para Pizza Hut em 2023.
  • As curiosidades do “mercado” trilionário das empresas familiares.

Guilherme Canineo, Leonardo Ponso

Varejo

Chuva de pizza (e muito mais) em 2023

Pizza Hut no Brasil
Veja / Ricardo Bassetti / IMC / Divulgação

É um dos objetivos da International Meal Company (IMC), gigante brasileira do setor alimentício e master franqueadora no país de marcas como KFC e Pizza Hut. Para o KFC, assim como mencionamos na edição #034 da G4 News (03/11), os movimentos começaram no final de 2022 com um novo acordo que prevê a abertura de 400 unidades nos próximos 10 anos.

Agora foi a vez da IMC anunciar as novidades para a Pizza Hut, uma operação que fatura atualmente entre R$ 700 milhões e R$ 800 milhões. Segundo nota da Neofeed, o planejamento de expansão passa pela abertura de lojas no interior do país, unidades de menor porte e até um cardápio que vai além da pizza. Aqui estão alguns destaques:

  • Muita oportunidade em cidades com mais de 200.000 habitantes;
  • Reforço de presença em algumas capitais;
  • Os espaços menores terão entre 100 e 110 metros quadrados (o modelo padrão é de 600 a 700 metros quadrados).

E essa expansão, ao que parece, não será conservadora. O grande objetivo é dobrar a abertura de estabelecimentos em comparação a 2022 – o número exato de unidades abertas no ano passado não foi divulgado, mas 29 delas foram inauguradas entre setembro de 2021 e agosto de 2022. A rede fechou o ano com 250 restaurantes. 

Para Ricardo Azevedo, diretor de operações da Pizza Hut no Brasil, a preparação de base feita no ano passado foi justamente para que, em 2023, a rede cresça na velocidade e “em linha com o potencial do mercado brasileiro de pizzarias, que é de quase R$ 10 bilhões”. 

Para isso, a IMC ressalta a importância de uma democratização da marca Pizza Hut para competir com as pizzarias de bairro presentes em inúmeras cidades do país. 

Nesse caso, outro objetivo é ter uma melhor comunicação com clientes das classes B e C, além de tentar convencer o consumidor de que a Pizza Hut é uma marca do dia a dia e não só dos finais de semana. Daí entra a diversificação do menu, que passará a ter massas como espaguete e lasanha, por exemplo. 

Visão panorâmica e foco no cliente. Em dezembro, a rede inaugurou um call center na cidade de São Paulo. Por ora disponível em 53 lojas, “o canal será expandido às demais operações até maio, com um número único para todo o país, o mesmo usado nos pedidos via WhatsApp”.

Negócios

Você conhece o país das empresas familiares?

Maiores empresas familiares no Brasil por faturamento
Bloomberg Línea / EY / St. Gallen

Provavelmente você já assistiu a algum comercial da SC Johnson ou notou em suas embalagens a seguinte inscrição: “A family company”. De fato, a companhia é uma das mais lembradas quando falamos sobre negócios familiares: com uma receita de US$ 11,1 bilhões em 2022, a J&J ocupa a 40ª posição entre as maiores empresas privadas dos EUA.

Um levantamento da EY, em parceria com a University of St.Gallen, mostrou que os 500 maiores negócios familiares do mundo têm uma receita de cerca de US$ 7,28 trilhões e empregam aproximadamente 24,1 milhões de pessoas por ano.

É muita coisa. Se as empresas familiares fossem um país, sua receita as colocaria na 3ª posição global, atrás apenas de Estados Unidos e China – daí o país das empresas familiares, risos.

Para contextualizar. Embora não haja um consenso sobre a definição de negócios familiares, algumas características ajudam a defini-las: estar sob o controle do empresário que a criou, ter sua origem vinculada a uma família, manter membros da família na administração dos negócios ou ter passado por um processo sucessório familiar.

No Brasil, 11 empresas brasileiras aparecem na lista da EY / University of St.Gallen. A Bloomberg Línea, inclusive, fez um gráfico com os 10 maiores grupos familiares do Brasil, que ilustra a nota – a empresa que acabou não aparecendo na ilustração foi a Votorantim, que teve uma receita de US$ 3,3 bilhões em 2020. 

  • Juntas, as 10 empresas tiveram uma receita combinada de US$ 108,4 bilhões em 2020 – o que é gigante.

Apesar do sucesso dessas organizações, muitas empresas familiares ainda enfrentam grandes desafios, especialmente quando se trata da sucessão. Segundo um estudo da PwC, “apenas 24% da geração atual no Brasil disseram ter um plano de sucessão robusto”. Daí a criação de boas práticas, como:

  • Aplicar uma remuneração justa
  • Colocar o foco na governança
  • Garantir investimento em desenvolvimento

Em outras palavras, empresas familiares contribuem (e muito) para a saúde da economia global. As perguntas que ficam são: como manter seu legado? Quais as mudanças necessárias e quando eles precisam ser feitas para seguir contribuindo por muitos anos?

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Curiosidades

Dados sobre gastos mundiais em dispositivos móveis em 2022
Mobile Marketing Reads / data.ai

Número do dia: US$ 167 bilhões. Esse é o montante dos gastos globais do consumidor em aplicativos de dispositivos móveis (mobile apps) em 2022. A cifra é 2% menor do que em 2021, quando somou US$ 170 bilhões. Para se ter uma ideia, 1.419 apps e jogos geraram mais de US$ 10 milhões de receita, 224 obtiveram ao menos US$ 100 milhões e apenas 10 ultrapassaram a barreira do US$ 1 bilhão.

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Frase do dia: “Como, quando e onde fazemos nosso trabalho mudou drasticamente. E conforme nos transformamos, modernizar nossa política de férias para um modelo mais flexível foi o próximo passo natural.”

Esse é um trecho do comunicado escrito por Kathleen Hogan, diretora de pessoas (Chief People Officer) da Microsoft, no qual anunciou uma política de folga ilimitada (também conhecida como folga discricionária) para todos os colaboradores residentes nos Estados Unidos – profissionais que recebem por hora não terão esse benefício. 

Com isso, os colaboradores da empresa (incluindo os recém-contratados) não necessitarão esperar o tempo necessário de casa para tirar férias. Além disso, aqueles que tiverem férias acumuladas receberão um pagamento em dinheiro, entre outros benefícios. Outras empresas que adotam esse modelo são Netflix, Oracle e Salesforce. 

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Recomendação: empreender nos EUA, a importância de focar na experiência do cliente e como encontrar boas oportunidades, do podcast Geração G4.

Must-Reads

As reuniões da empresa são úteis e produtivas? Essa é apenas uma das mais de 70 perguntas que podem (e devem) ser incluídas em uma pesquisa de clima organizacional, uma ferramenta vital quando se trata de “entender quais são as características que descrevem, distinguem e influenciam o comportamento” dos colaboradores de uma empresa. (G4 Educação)

🥪 Mais de US$ 10 bilhões. Esse pode ser o valor que a rede de fast-food Subway pode alcançar em uma potencial venda. A empresa privada estadunidense conta com aproximadamente 37.000 estabelecimentos espalhados por mais de 100 países. (Bloomberg)

🎮 esports são esportes? Calma, sem polêmicas por aqui. A questão é que, após a fala altamente controversa da nova Ministra do Esporte, Ana Moser, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, quer tornar a cidade do Rio de Janeiro a “capital mundial dos esports”. Vale lembrar que o setor arrecadou mais de US$ 180 bilhões mundialmente só em 2022. (Forbes Brasil)

📈 R$ 2,7 bilhões. Esse foi o faturamento total dos pequenos e médios negócios (PMEs) apenas com vendas online em 2022, o que representa um aumento de 17% em relação a 2021. No ano foram vendidos em torno de 46,5 milhões de produtos, quantia 4,5% maior que o volume do ano retrasado. (Exame)

Fun Fact

BBB 23: por que os patrocinadores pagam R$ 105mi+ em um programa de 2 décadas?
Globo / Divulgação

Em homenagem ao retorno do reality show mais popular da história do Brasil – e o mais longevo, com 22 anos de edições ininterruptas –, é claro que o fun fact desta edição é sobre o Big Brother Brasil. Afinal, já estamos na 23ª edição. Se não fosse a insistência e a inovação, o programa, assim como muitos negócios, poderia ter se encerrado há mais de dois anos.

Foi justamente em 2020, ano de pandemia, em que o reality completaria 20 edições (combinando alguns anos de muito sucesso e outros de momentos pouco memoráveis), que o BBB acertou em cheio nas suas escolhas e viu seus números e popularidade não só voltarem como decolarem em proporções nunca antes vistas. 

Os principais responsáveis: a introdução do “Camarote”, trazendo “figuras públicas” para a competição que sempre teve participantes “anônimos”, e a “dinamização de suas ofertas para o mundo digital, abocanhando um espaço de conversa que lhe é seu e exclusivo, fenômeno ainda mais intenso do que o de torcida”.

O resultado? Recordes de faturamento para a emissora e anunciantes, recordes de audiência e um programa que tinha um orçamento tão enxuto (em casos, até menor) quanto o de uma novela que passou a ser “a fórmula mais rentável da programação da Globo”. 

Hoje, patrocinar o Big Brother Brasil passou a ser um investimento alto, mas que garante algo que muitas plataformas de streaming sonham ter: milhões de pessoas sintonizadas dia após dia e um alto engajamento nas redes sociais. Para a edição de 2023, a Globo deve faturar R$ 710 milhões – as 3 cotas principais foram vendidas por R$ 105 milhões cada.

Para os participantes, sejam eles famosos ou não, a exposição é um risco, mas que certamente muitos estão dispostos a correr. Basta olhar para nomes como Juliette e Gil do Vigor, que saíram do anonimato para engatar publicidade atrás de publicidade, ou Manu Gavassi, que aumentou sua base milionária de seguidores. 

Quais ensinamentos o programa de mais de duas décadas pode te trazer? É só clicar neste baita artigo do G4 Educação.

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