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20 anos de Google Trends: pesquisas do Google mostram mudanças no comportamento social


20 anos de Google Trends: pesquisas do Google mostram mudanças no comportamento social

Pesquisas do Google mostram que à medida que o mundo tem o digital nas entranhas de suas engrenagens sociais, observamos um comportamento mais relacionado a produtos, marcas ou serviços de tecnologia. 

Nos longevos anos 1990, a internet, ainda que com interferências telefônicas para sintonizar uma conexão discada com procedência extremamente duvidosa, já entregava sintomas do que conhecemos hoje como experiência digital. 

A World Wide Web (WWW), idealizada por Tim Berners-Lee, completou 30 anos de vida em 2020. Lá se foram três décadas da linguagem que obrigava digitar “www” antes de qualquer endereço online. Esse movimento ficou conhecido como Web 1.0, a precursora da navegação digital e da concepção de interface para uma rede de sites.

Estamos falando de um recorte entre 1990 a 2005, em que os sistemas operacionais Windows evoluíram da neolítica versão 3.0 para a icônica XP e em que o Google apareceu como grande agregador dessa rede de interfaces. 

Se a promessa da World Wide Web era democratizar o acesso à informação, também era preciso criar os meios para que as pessoas pudessem achá-las de forma acessível e intuitiva. O timing impecável, aliado a uma execução perfeita, deram ao Google o título de winner takes it all. 

Até hoje é o líder indiscutível dos mecanismos de busca digitais.

E desde sua fundação, em 4 de setembro de 1998, o Google forjou uma cultura organizacional que atrai magneticamente a experimentação incessante. Procura entender como se tornar cada vez mais relevante aos seus usuários, à medida que também atende aos interesses de marcas parceiras, seu maior propulsor de receita.

Lançou, em 2001, o Google Trends, ferramenta que identifica as maiores tendências de busca na plataforma. Entre um volume mais do que considerável de pesquisas, seria interessante filtrar, tanto para usuários, quanto para marcas e criadores de conteúdo, os termos que mais se destacavam. 

Chegava ao mundo algumas das premissas de uma série de estratégias de inbound marketing. Lá atrás era um investimento na adoção massiva da internet enquanto modelo de negócios sustentável.

Mas duas décadas depois, em 2021, fato é que o número de domicílios com acesso à internet no Brasil chegou a 90%, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios. Em termos absolutos, são 65,6 milhões de domicílios conectados. Os brasileiros usuários de Internet já formam um contingente de 155,7 milhões de pessoas.

O Google é uma ferramenta poderosa de penetração e democratização à informação e… a acesso a produtos e serviços. Com uma base colossal dessas, pense em como um agregador de busca permite comparar qualidade, valor, eficiência e todos os elementos que você precisa saber sobre marcas e suas ofertas antes de tomar qualquer decisão de compra.

Mudaram as regras do jogo de como marcas se relacionam com clientes e de como clientes passaram a se relacionar com marcas. É um nível de conhecimento muito mais personalizado e qualificado, de ambas as partes.

Logo, ao longo dos últimos 20 anos, o Trends se tornou uma lupa sobre o comportamento humano através das pesquisas digitais. Um registro do que a humanidade mais pesquisou nos primórdios da internet. 

O Visual Capitalist fez um levantamento dessas últimas duas décadas, com os termos de busca que mais bombaram ano a ano. 

Como a World Wide Web evoluiu para Web3 e ideias descentralizadas de tecnologia, o mundo está crescendo a passos exponenciais. Conforme nos tornamos mais digitais, observamos um comportamento de pesquisa mais relacionado a produtos, marcas ou serviços de tecnologia. 

Esse é o recorte selecionado dentre o vasto material.

Índice:

Pesquisas do Google registram o avanço tecnológico através do comportamento humano digital

Ao fechamento dessa matéria, o Google processou cerca de 5,5 bilhões de pesquisas por dia, segundo dados levantados pela Internet Live Stats

Devido ao seu colossal market share, a empresa possui um vasto arquivo de buscas por palavras-chave que, quando analisadas, fornecem um vislumbre interessante dos principais temas que chamaram a atenção do mundo ao longo dos anos.

As personalidades e os tópicos apresentados nas principais tendências do Google evoluem com o passar do tempo, refletindo a adoção mais ampla da internet ao redor do mundo. Os primeiros termos-chave estão mais ligados à cultura pop dos Estados Unidos.

Com o passar do tempo, as mídias sociais e a adoção de smartphones aumentam a granularidade e o volume de pesquisas, resultando em tendências mais participativas, diversificadas e globais por natureza.

Confira os principais destaques de 20 anos de Google Trends:

Complemente sua leitura com: G4 Books: Como o Google Funciona [Principais Insights]

2001 – O ano da nostalgia: Windows XP, Napster e Nokia tijolão

Infográfico elaborado pelo Visual Capitalist com recorte de 2001 das pesquisas do Google que mais bombaram.
Recorte de 2001 das buscas que mais bombaram no Google Trends. (Crédito: Visual Capitalist)

Ano do 11 de Setembro e a ameaça inalcançável de Osama Bin Laden? Ano da Britney no VMA? Ano em que foram lançados os clássicos Harry Potter e Shrek nos cinemas? Que nada! 

O primeiro ano do novo milênio é mesmo marcado pelo Nokia tijolão, jogo da cobrinha, os campos verdes do plano de fundo do Windows XP e o “avô” dos streamings de música: Napster.

O Windows XP se destacou por ter sido um dos sistemas mais elegantes, ágeis e seguros que a empresa havia criado até então. Funcionava em 32bits e 64 bits e possuía uma arquitetura que não era baseada no MS-DOS, como os modelos anteriores, o que garantia uma maior estabilidade e velocidade de navegação.

Por outro lado, segundo o Statista, em 2021, a Nokia gerou € 21,1 bilhões em vendas líquidas. Em 2001, esse número era de € 31,1 bilhões, € 10 bilhões a mais. A Nokia era líder no mercado de celulares, sem mencionar o vanguardismo imbuído pelo jogo intenso da cobrinha, marco de gerações.

Enfim, a virada da década de 1990 para 2000 foi marcada por um fenômeno na internet chamado Napster. Esse aplicativo de compartilhamento de arquivos oferecia algo incrível para a época: a possibilidade de baixar a música que você quisesse, sem precisar sair de casa.

O sistema foi a base para os demais serviços do tipo em sua época, como o KaZaa e o LimeWire, e para o que hoje temos de melhor em termos de streaming.

2002 – Linux rivaliza com Windows e SMS é o principal canal de mensagens

Infográfico elaborado pelo Visual Capitalist com recorte de 2002 das pesquisas do Google que mais bombaram.
Recorte de 2002 das buscas que mais bombaram no Google Trends. (Crédito: Visual Capitalist)

Ano do terrorismo? Ano da Copa do Mundo? Do pentacampeonato? Ano em que os clipes do Eminem passavam em loop infinito na MTV? Que nada!

2002 é marcado pelo primeiro concorrente à altura do Windows, o Linux, e pelo “pai” do WhatsApp: o Short Message Service (SMS). De quebra, válido de menção, é o ano que o mundo conhece o viciante The Sims

À medida que os computadores pessoais começaram a ser popularizados, os sistemas operacionais padrão, como o Windows, costumavam ser relativamente caros. O Linux se tornou uma opção viável para resolver esse problema. Código aberto e liberdade de desenvolvimento permitiam a entrega de um produto mais bruto e mais barato. 

É o primeiro player que entende como concorrer com eficiência contra a Microsoft.

Agora, se você fica agoniado por não ver se a pessoa visualizou a mensagem ou não no WhatsApp, em 2002 tudo era mato. O sistema de mensagens era o SMS – você tinha um limite de caracteres, um limite de envio e, pasmem, custo! Não era um sistema baseado na internet e você precisava usar com sabedoria.

O pentacampeonato veio, mas o mundo era muito mais trabalhoso. Saudosismo tem seu preço!

2003 – Streaming de música? Que nada! O que bombou foi o CD do 50 Cent!

Infográfico elaborado pelo Visual Capitalist com recorte de 2003 das pesquisas do Google que mais bombaram.
Recorte de 2003 das buscas que mais bombaram no Google Trends. (Crédito: Visual Capitalist)

Ano dos animes? Ano em que o mundo descobriu Dragon Ball Z e Sailor Moon? De novo ano da Britney? Que nada!

2003 é marcado por… CDs. Um dos maiores volumes de pesquisa do Google foi pelo álbum lançado pelo rapper 50 Cent, na mídia que ainda imperava na época, o Compact Disk (CD).

Principalmente à Geração Z que nos lê, CDs são gravados a partir de sulcos, ranhuras feitas ao longo de um disco redondo, que permitem a reflexão do laser incidido por um leitor óptico. 

Os CDs chegaram ao mercado em 1982, porém só ganharam espaço entre as principais mídias a partir dos anos 1990. Em 2003, ainda estavam bombando, mas essa parece ter sido sua última grande canção.

2004 – Parece que o CD estava com os dias contados: iPod surge em cena

Infográfico elaborado pelo Visual Capitalist com recorte de 2004 das pesquisas do Google que mais bombaram.
Recorte de 2004 das buscas que mais bombaram no Google Trends. (Crédito: Visual Capitalist)

Urgg Boots: ano terrível para a moda? Justin Timberlake e a cena no mínimo constrangedora com Janet Jackson durante o Super Bowl? George W. Bush e ainda essa história de terrorismo? Saddam Hussein é o novo alvo? Que nada!

2004 é marcado justamente por sentenciar a tendência do ano anterior. Música solene à mídia CD. Entre as principais buscas do quarto ano do novo milênio, o iPod surge em cena. Um divisor de águas.

O Napster, mencionado lá em 2001, possibilitou que dispositivos que tocassem arquivos digitais musicais, em formato mp3, entrassem no mercado. A Apple surpreendeu o mundo ao lançar a sua proposta de mp3 player, suplementado e com uma tela maior: o iPod. 

Ele trazia um sistema de navegação de álbuns, playlists e um HD interno de 5GB, prometendo ser capaz de levar 1 mil músicas para o seu bolso.

2005 – Febre dos jovens dos anos 2000: as câmeras digitais

Infográfico elaborado pelo Visual Capitalist com recorte de 2005 das pesquisas do Google que mais bombaram.
Recorte de 2005 das buscas que mais bombaram no Google Trends. (Crédito: Visual Capitalist)

Ano do Furacão Katrina? De novo Janet Jackson? Casamento do Brad Pitt com a Angelina Jolie? Que nada!

2005 é marcado pelo iPod Mini, pelo mp3 player, pela chegada do Xbox 360 e, principalmente, pelas famosas câmeras digitais, febre entre os millennials, que em algum ponto da vida já tiveram um registro seu com uma dessas em frente ao espelho.

Para começar, a Apple sempre fora uma empresa de design. Lançou uma nova linha de modelos de iPod, mais minimalista. Ao mesmo tempo, o movimento dos mp3 players pipocava por todos os cantos. Eram todos os tipos de aparelho, em todos os formatos e modelos.

A Microsoft, por sua vez, lançara sua mais relevante incursão no mundo dos videogames, com o Xbox 360. A família da geração vendeu mais de 86 milhões de unidades no mundo e é, até o momento, o console mais vendido da big tech.

De uma forma geral, os desenvolvedores consideravam “mais fácil” programar para o 360 do que para o PS3, por exemplo, por conta do próprio processador usado pelo console da Sony. Consequentemente, jogos multiplataforma costumavam rodar melhor no Xbox 360.

Mas tudo isso é mero detalhe perto da febre das câmeras digitais. Elas agora permitiam ver o resultado das imagens logo após o disparo e dispensavam a necessidade de revelar as fotos ou comprar filmes.

Entre os modelos mais icônicos, estava a Sony CyberShot, vendida em diversas opções de cor e com uma resolução de 14,1 megapixels, uma revolução para a época. 

2006 – Web 2.0, podcasts, MySpace e o surgimento das redes sociais

Infográfico elaborado pelo Visual Capitalist com recorte de 2006 das pesquisas do Google que mais bombaram.
Recorte de 2006 das buscas que mais bombaram no Google Trends. (Crédito: Visual Capitalist)

Ano da Copa do Mundo? Da cabeçada do Zidane? A luta contra o terrorismo agora atende pelo nome Hezbollah? Velozes e Furiosos é o responsável por popularizar o drift? Paris Hilton e Nelly Furtado bombando na mídia? Que nada!

2006 é marcado pelo surgimento do conceito de Web 2.0, podcasts e das redes sociais Bebo e MySpace.

A partir de 2005, as páginas estáticas da Web 1.0 ganharam vida e muitas delas passaram a permitir que usuários interagissem com as informações que ali constavam.

As redes sociais aceleraram o movimento de interação e possibilitaram o crescimento exponencial dos conteúdos gerados pelo usuário, fazendo com que a internet ganhasse mais acesso e dinamismo. Surgiu o conceito de Web 2.0, que contempla o período de 2005 a 2020.

Todo esse recorte permitiu a proliferação, inclusive, dos outros destaques de resultados de busca, tais quais o formato de podcasts e o surgimento de novas redes sociais, como Bebo e MySpace.

2007 – O mundo conhece o iPhone – e de quebra o YouTube

Infográfico elaborado pelo Visual Capitalist com recorte de 2007 das pesquisas do Google que mais bombaram.
Recorte de 2007 das buscas que mais bombaram no Google Trends. (Crédito: Visual Capitalist)

2007 é poupatempo. As principais tendências certamente giram em torno do lançamento do iPhone e da popularização do YouTube. 

O iPhone mudou tudo. Apresentou ao mundo, na palma da mão, um organizador pessoal, uma plataforma de jogos, um navegador web completo, e claro, um telefone. 

Embora já existissem smartphones e telas touchscreen à época do lançamento do iPhone, nenhum deles tinha uma interface fácil de usar e uma tela com uma resposta ao toque tão boa quanto ao celular da Apple. 

A revolução causada pelo lançamento também mudou o modelo de negócios da empresa de Steve Jobs no decorrer dos anos seguintes. Mesmo nunca tendo fabricado um único telefone, depois de lançar seu primeiro aparelho em 2007, a empresa passou a fazer parte do grupo seleto da vanguarda do segmento.

Já o YouTube, no começo de 2007, estava prestes a ser adquirido pelo Google, por incríveis US$ 1,65 bilhão. O vento estava em popa e era hora de velejar. O resto é história. Segundo o Statista, ao término de 2021, a plataforma registrava 361,2 milhões de usuários ativos diariamente. 

2008 – Olimpíadas? Obama? Crise Financeira? Facebook chega a 100 milhões de usuários

Infográfico elaborado pelo Visual Capitalist com recorte de 2008 das pesquisas do Google que mais bombaram.
Recorte de 2008 das buscas que mais bombaram no Google Trends. (Crédito: Visual Capitalist)

Ano da crise financeira imobiliária nos Estados Unidos? Ano da eleição de Barack Obama? Ano das inúmeras teorias que não deram em nada em Lost? Que nada!

2008 é marcado pela ascensão meteórica do Facebook. Um ano antes, o time de growth do Facebook tinha a missão de reverter a lenta adoção, em escala global, do conceito de comunidade digital. Usou das premissas de growth hacking e Customer Experience para ativar as alavancas de crescimento.

Ao executar experimentações rápidas, respaldadas por aporte financeiro e uma mentalidade customer centric, no final de 2008, o Facebook havia conquistado 100 milhões de usuários em todo o mundo. Foi uma conquista sem precedentes para uma empresa que havia começado apenas há quatro anos.

No entanto, o Facebook continuou determinado a progredir. Não parou por aí. Desenvolveu uma estratégia corporativa abrangente, para obter uma vantagem competitiva sobre as plataformas concorrentes no longo prazo, que a transformaram hoje em Meta.

2009 – Twitter cresce vertiginosamente

Infográfico elaborado pelo Visual Capitalist com recorte de 2009 das pesquisas do Google que mais bombaram.
Recorte de 2009 das buscas que mais bombaram no Google Trends. (Crédito: Visual Capitalist)

Ano do açaí? Sério? Ano que Crepúsculo foi lançado nos cinemas? Ano em que Michael Jackson, o rei do pop, faleceu? Ano em que Kanye West interrompeu o discurso de Taylor Swift no VMA? Que nada!

2009 é marcado pelo crescimento vertiginoso no Twitter nas pesquisas do Google. Uma das principais ferramentas da rede social não foi lançada logo em sua versão inicial. 

Os Trending Topics, seção que traz os assuntos mais discutidos no Twitter naquele momento, surgiu apenas em abril de 2009. O mecanismo foi um propulsor gigantesco para a empresa como meio de discussão no mundo digital.

O Twitter nasceu em 2006. Em 2009, já registrava 11,5 milhões de usuários, segundo dados levantados pela Meltwater. Um daqueles cases de curva exponencial de crescimento.

2010 – iPhone 4S bate todos os recordes de vendas e surge um gigante do streaming: Netflix

Infográfico elaborado pelo Visual Capitalist com recorte de 2010 das pesquisas do Google que mais bombaram.
Recorte de 2010 das buscas que mais bombaram no Google Trends. (Crédito: Visual Capitalist)

Ano de Copa do Mundo? Ano do terremoto no Haiti? Ano das estranhezas do Chatroulette? Ano em que o mundo conhece Justin Bieber? Que nada!

2010 é marcado pela popularização estrondosa da Netflix e pela chegada do iPhone 4S no mercado. Bateu todos os recordes de vendas da Apple e colocou o produto como centro da estratégia comercial da big tech.

Ao divulgar os resultados fiscais do Q1 de 2022, a Apple respaldou o iPhone continuamente como principal força motriz de renda para a companhia. As vendas da família representaram 52% de toda a receita da empresa. O movimento começou em 2007 e teve um marco em 2010, com o lançamento do iPhone 4S, um dos mais perenes modelos.

Já a Netflix vinha galgando seu espaço. Começava a diversificar sua oferta de como você poderia assistir ao streaming: em videogames, Smart TVs, decodificadores, dispositivos Blu-ray e smartphones.

Esse processo culminou em 2010, quando o serviço ultrapassou a marca de 10 milhões de assinaturas. Deu confiança para a Netflix executar nos anos seguintes um plano de internacionalização sólido e abocanhar um market share enorme.

2011 – A diversificação das redes sociais: Google+ e Pinterest

Infográfico elaborado pelo Visual Capitalist com recorte de 2011 das pesquisas do Google que mais bombaram.
Recorte de 2011 das buscas que mais bombaram no Google Trends. (Crédito: Visual Capitalist)

Ano do absurdo planking? Ano do acidente nas usinas nucleares de Fukushima? Ano em que o mundo foi infectado pelo o hit “Friday”, de Rebecca Black? Que nada!

2011 é marcado pelo começo da diversificação das redes sociais, principalmente com um volume de buscas indicando grande interesse pelo Google+ e pelo Pinterest. Uma já foi descontinuada, enquanto a segunda continua servindo para diversos propósitos.

Construída para agregar serviços do Google, como Google Account, Google Fotos, Play Store, Youtube e Gmail, o Google+ operava sob um sistema de convites e chegou até alcançar 10 milhões de usuários. 

Em 2018, o Google anunciou que faria uma pausa na sua rede social, após encontrar um problema que poderia fazer com que apps de terceiros, executados internamente, tivessem acesso a dados privados de usuários. Ao fim daquele mesmo ano, a pá de cal estava pronta.

Já o Pinterest é uma rede social que se adaptou e atendeu a diversas funcionalidades. Em 2010, foi idealizado como um aplicativo para colecionar fotos, mas logo entendeu que a sacada era adotar uma estratégia atemporal, de pesquisas visuais. Em pouco mais de 1 ano, já tinha 20 milhões de usuários registrados em sua base.

O Pinterest não mostra a data do post e das imagens, independente de quando foi publicada. É um grande reservatório de ideias, um Google imagético. Funciona até hoje perfeitamente para quem trabalha com referências visuais.

2012 – O primeiro vídeo a atingir a marca de 1 bilhão de views no YouTube

Infográfico elaborado pelo Visual Capitalist com recorte de 2012 das pesquisas do Google que mais bombaram.
Recorte de 2012 das buscas que mais bombaram no Google Trends. (Crédito: Visual Capitalist)

Furacão Sandy? Morte de Whitney Houston? Ano de Olimpíadas de Londres? O look de Kate Middleton? Recorde atrás de recorde de Michael Phelps? Que nada!

Quem deteve mesmo o recorde de 2012 foi Gangnam Style, o primeiro vídeo a atingir os massivos 1 bilhão de views no YouTube. Hoje parece não ser uma grande surpresa, mas à época, foi uma febre endêmica.

Em 2022, a dança do sul-coreano configura apenas como 10ª da lista dos vídeos mais vistos na plataforma, com 4,4 bilhões de visualizações. 

No topo do pódio, o vídeo Baby Shark Dance, do canal Pinkfong Baby Shark, foi o primeiro na história a ultrapassar a marca de 10 bilhões de visualizações. Em segundo lugar vem o hit Despacito, com 7,9 bilhões de visualizações; e em terceiro, a música infantil Johny Johny Yes Papa, com 6,3 bilhões de visualizações.

2013 – Tesla tem boom com Model S, mas o importante mesmo é a febre do Tumblr e dos Vines

Infográfico elaborado pelo Visual Capitalist com recorte de 2013 das pesquisas do Google que mais bombaram.
Recorte de 2013 das buscas que mais bombaram no Google Trends. (Crédito: Visual Capitalist)

Ano do atentado à maratona de Boston? Ano da morte de Nelson Mandela? Ano da morte de Paul Walker? Ano do absurdo Harlem Shake? Que nada!

Em 2013 a Tesla encantava com seu Model S, mas o ano é marcado mesmo pela pandemia do Tumblr e dos Vines.

No mundo dos carros elétricos, o Tesla Model S é um dos clássicos, não só pelo desempenho na estrada, mas pelo acabamento e design, que reúne o melhor dos modelos esportivos e de luxo. Fez um burburinho danado, mas sequencialmente falhou em ser entregue na escala prometida pelo bilionário Elon Musk – como sempre.

Por outro lado, de 2012 para 2013, o Tumblr saltou de aproximadamente 6,7 milhões de visitantes únicos por mês, para 13,4 milhões. À época, contava com mais de 27 milhões de blogs armazenados em seus servidores, segundo dados da ComScore. 

O Tumblr ganhou espaço por ser uma plataforma de blogs cuja principal funcionalidade era o descompromisso e simplicidade. Sua estrutura favorecia aos usuários que não queriam ter a responsabilidade de manter um blog regularmente.

Funcionava quase como um diário digital, bem visual e que privilegiava o formato de fotografia. Nem todos eram adeptos ao texto, mas eram adeptos ao registro em uma plataforma que crescia em popularidade.

E o Vine começava a ganhar força como o “avô” do TikTok. O encanto da rede social eram os vídeos, com duração máxima de seis segundos, espaço perfeito para pequenos formatos inovadores viralizarem, tendência esmagadora que observamos no comportamento digital atualmente. 

2014 – Flappy Bird mostra adoção massiva do mobile

Infográfico elaborado pelo Visual Capitalist com recorte de 2014 das pesquisas do Google que mais bombaram.
Recorte de 2014 das buscas que mais bombaram no Google Trends. (Crédito: Visual Capitalist)

Auge de Game of Thrones? Ano da morte de Robin Williams? Guerra na Criméia? Ano em que Kim Kardashian casou com Kanye West? Ano de Copa do Mundo? Ano do 7×1? Que nada!

2014 é marcado nos mecanismos de busca por… Flappy Bird. O jogo mobile mostrava a clara aderência aos smartphones globalmente naquele ano. Segundo o Statista, em 2010, apenas 504,52 milhões de pessoas tinham acesso a smartphones globalmente. 

Em 2012, esse número já tinha dobrado, chegando à casa de 1 bilhão. No ano seguinte, 2013, o crescimento é quase proporcional a esses dois anos analisados anteriormente: 1,4 bilhões.

2014, o ano em questão, registrou 1,8 bilhões de pessoas com dispositivos móveis ao redor do mundo. Flappy Bird se tornava uma febre em uma mídia que estava em plena ascensão.

2015 – Snapchat e a tendência definitiva de vídeos curtos

Infográfico elaborado pelo Visual Capitalist com recorte de 2015 das pesquisas do Google que mais bombaram.
Recorte de 2015 das buscas que mais bombaram no Google Trends. (Crédito: Visual Capitalist)

O ano que cometeram o crime de reviver a franquia Jurassic Park? O ano que cometeram um crime contra o jornal Charlie Hebdo? Isis é o alvo contra o terrorismo? O ano em que Adele estoura para o mundo? Que nada!

2015 é marcado mesmo pela popularização definitiva do formato de vídeos curtos, com uma forte tendência de buscas sobre como produzir conteúdo no Snapchat. Aqui tinha um tempero a mais: a plataforma apagava seu conteúdo a cada 24 horas. 

O fato de nenhum conteúdo prevalecer ao longo do tempo no aplicativo oferecia mais liberdade e fazia com que histórias e comentários fossem mais naturais e divertidos.

Se um usuário enviasse um snap a outra pessoa, a mensagem só poderia ser vista duas vezes. E se o receptor esquecesse de clicar durante um período de tempo, a mensagem seria literalmente apagada de todos os registros.

Em 2015, 107 milhões de usuários utilizavam o Snapchat diariamente. A plataforma perdeu força para a cópia descarada Stories, do concorrente Instagram, mas ainda apresenta sobrevida, principalmente, no mercado norte-americano.

2016 – Nintendo Switch e Pokémon Go: novas formas de interagir com jogos mobile e de console

Infográfico elaborado pelo Visual Capitalist com recorte de 2016 das pesquisas do Google que mais bombaram.
Recorte de 2016 das buscas que mais bombaram no Google Trends. (Crédito: Visual Capitalist)

Ano de Olimpíadas no Rio? Ano de estreia de Stranger Things? Ano da eleição de Donald Trump? Ano da morte do David Bowie e do Prince? Começou bem e murchei enquanto escrevia. Mas que nada!

2016 é marcado pelo lançamento do Nintendo Switch e pela loucura que foi o Pokémon GO. Zumbis perambulando por espaços públicos, olhando para seus smartphones, tentando capturar pokémons com recursos de Realidade Aumentada.

Voltando ao levantamento do Statista, se em 2014 tínhamos 1,8 bilhões de pessoas com dispositivos móveis ao redor do mundo, em 2016 esse número já estava na casa de 2,7 bilhões. Um público massivo, aproveitando uma nova tecnologia que estava sendo democratizada.

Realidade Aumentada encantava. Ainda encanta. Bem aplicada, em um jogo da maior franquia do mundo? Fórmula de sucesso.

O Switch, por outro lado, revolucionou a forma como você se relaciona com um console. Ao mesmo tempo que você tem poder de processamento para rodar jogos Triple A em uma televisão, você também pode aproveitá-los no portátil.

Um grande videogame, que entrega uma comodidade sem precedentes.

2017 – Bitcoin e o início da discussão sobre criptomoedas

Infográfico elaborado pelo Visual Capitalist com recorte de 2017 das pesquisas do Google que mais bombaram.
Recorte de 2017 das buscas que mais bombaram no Google Trends. (Crédito: Visual Capitalist)

Ano do Despacito? Da luta entre o astro do boxe Floyd Mayweather e o astro do MMA Conor McGregor? Do furacão Irma? Das ameaças nucleares feitas pela Coreia do Norte? Que nada!

2017 é marcado pelo crescimento astronômico do Bitcoin, colocando na roda de vez a discussão das criptomoedas.

Ao final de 2016, o preço do Bitcoin estava sendo negociado por volta de US$ 930 – movimentação que preparava, segundo os analistas, um contexto para que a criptomoeda ultrapassasse o valor de US$ 1 mil na virada do ano. 

Isso de fato aconteceu, o que os analistas não previam era um crescimento vertiginoso e histórico do ativo ao longo de 2017.

O Bitcoin, que entrou no ano valendo US$ 1 mil, terminou precificado na casa dos US$ 20 mil, segundo o CoinDesk Bitcoin Price Index (BPI). O ano considerado como bull-run do Bitcoin.

2018 – Esport configura na lista pela primeira vez na história

Infográfico elaborado pelo Visual Capitalist com recorte de 2018 das pesquisas do Google que mais bombaram.
Recorte de 2018 das buscas que mais bombaram no Google Trends. (Crédito: Visual Capitalist)

Ano em que a cultura pop é impactada por Pantera Negra? Ano da dieta? Ano de Copa do Mundo? Ano em que aquela bola do Renato Augusto não entrou? Ano que a música do Baby Shark ecoou na sua mente trilhões de vezes? Que nada!

2018 marca o ano em que uma busca relacionada a esports pela primeira vez figura entre as principais tendências do Google. Fortnite toma a dianteira desse movimento, que deve ser forte no registro da próxima década. 

De acordo com o Global Esports Market Report, desenvolvido pela consultoria Newzoo, o futebol ainda é o esporte mais popular do Brasil, mas atrai apenas 24% dos jovens entre 10 e 24 anos. Em contrapartida, 43% da audiência dos torneios de esports correspondem a espectadores dessa faixa etária.

No ano de 2019, antes da pandemia, o estudo da Newzoo mostrou que o segmento teve um faturamento de US$ 957,5 milhões. Em 2020, com o impacto das medidas sanitárias e da ausência de campeonatos, provocou uma pequena queda de 1,1% no setor. 

Em 2021, entretanto, o faturamento voltou a crescer em 14,5 pontos percentuais, com mais de US$ 1 bilhão arrecadados. Seguindo a expectativa de crescimento, a consultoria acredita que em 2024 jogos eletrônicos faturem US$ 1,6 bilhão.

São gerações que estão crescendo assistindo outras modalidades, em outras mídias. Isso é refletido nesses números absolutos.

2019 – Disney aparece talvez por sua maior produção do cinema, mas também por sua penetração no mercado de streaming

Infográfico elaborado pelo Visual Capitalist com recorte de 2019 das pesquisas do Google que mais bombaram.
Recorte de 2019 das buscas que mais bombaram no Google Trends. (Crédito: Visual Capitalist)

Ano de Copa América? Ano do final polêmico de Game of Thrones? Ano do orgasmo nerd com Vingadores: Ultimato? Ano em que a Catedral de Notre Dame pegou fogo? Que nada!

2019 é marcado pela incursão do colosso Disney no mercado de streaming. 

Em 2022, “longos” três anos depois, a Disney bateu 221,1 milhões de assinantes e já superou a Netflix, por muitos anos considerada winner takes it all do streaming. 

Netflix essa que pela primeira vez em sua história registrou uma queda no número de assinantes. Na atualização do Q3 de 2022, registrou 220,67 milhões. 

Mostra a capilaridade de serviços oferecidos atualmente – e o estratégico posicionamento da Disney, que começou não tão lá atrás, em 2019. Com um portfólio recheado das principais franquias do cinema, consegue expandir seus universos em produções multiplataforma.

Segundo dados globais levantados pelo Statista, em 2021, 44% do tempo total gasto enquanto as pessoas assistiam TV era investido em plataformas de streaming. Para efeito comparativo, esse número estava na casa de 29,5% em 2015.

Uma tacada certeira, da evolução do mercado de streaming.

2020 – O ano da pandemia e duas pesquisas que dizem muito sobre o contexto: Zoom e Among Us

Infográfico elaborado pelo Visual Capitalist com recorte de 2020 das pesquisas do Google que mais bombaram.
Recorte de 2020 das buscas que mais bombaram no Google Trends. (Crédito: Visual Capitalist)

Coronavírus? Ano da pandemia? Ano da morte de George Floyd e o movimento Black Lives Matter? Ano da morte de Kobe Bryant? Que nada!

2020 é marcado pelo imenso volume de pesquisas sobre Zoom. Afinal, com o isolamento social, as pessoas precisavam se comunicar, profissionalmente e pessoalmente. De repente, o Zoom virou a solução para interação social. Um terror necessário.

A pandemia fez as buscas pela palavra “videoconferência” baterem recorde no Google. Segundo dados de abril daquele ano divulgados pela empresa, o interesse pelo termo foi quatro vezes maior do que a média mensal dos últimos 15 anos. 

O cenário deu ao Zoom, plataforma justamente de videoconferências, uma oportunidade única de crescimento. 

Segundo a companhia, em dezembro de 2019, o máximo de participantes ativos por dia era de 10 milhões. Em abril de 2020, o número saltou para 300 milhões. Entre janeiro e março, a empresa teve lucro de US$ 27,1 milhões, um aumento de 1.123% na comparação com os US$ 2,2 milhões registrados no mesmo período de 2019. 

No fim do primeiro trimestre de 2020 e o auge das incertezas da pandemia, o Zoom tinha aproximadamente 265 mil clientes pagantes, uma alta de 354% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Um exemplo de timing impecável, com um produto bem posicionado, embora tenha se envolvido posteriormente em polêmicas relacionadas à privacidade de dados dos seus usuários.

2021 – TikTok aparece na lista e Ethereum tem seu bull-run

Infográfico elaborado pelo Visual Capitalist com recorte de 2021 das pesquisas do Google que mais bombaram.
Recorte de 2021 das buscas que mais bombaram no Google Trends. (Crédito: Visual Capitalist)

Ano da vacina? Ano da GameStop e a rebelião dos traders? Finalmente o ano da retirada das tropas norte-americanas do Afeganistão? Que nada!

2021 é marcado pelo TikTok, tal qual fora o Vine em 2013, e pela diversificação das criptomoedas, principalmente na força do Ethereum.

Não por menos. Segundo dados do Statista, ano passado, o TikTok foi o aplicativo mais baixado do mundo: 656 milhões de downloads. Instagram, Facebook e WhatsApp vêm na sequência, com 545 milhões, 416 milhões e 395 milhões de downloads, respectivamente.

Em setembro, o TikTok conseguiu 1 bilhão de usuários ativos mensais, entrando para um seleto hall de redes sociais a conseguir tal feito.

Já o Ethereum abriu 2021 precificado a US$ 737,3. Um investimento inicial de US$ 1 mil permitiria que você comprasse 1.356 tokens. No final de janeiro, já registrava uma alta de 88%. Em meados de abril, o Ethereum mais que dobrou.

Houve muita volatilidade, sem surpresas nisso. Estamos falando de criptomoedas. O Ethereum perdeu quase metade de seu valor em poucas semanas em maio. Depois de se recuperar, caiu cerca de 20% novamente em setembro.

No entanto, os investidores que mantiveram seus ativos durante essa volatilidade foram bem recompensados. Aqueles US$ 1 mil investidos no início do ano agora valeriam mais de US$ 5.423. Em menos de 12 meses, o Ethereum entregou um retorno de mais de 450%. 

Google Trends registra o comportamento humano nos primórdios da internet

O Google Trends consegue pegar as três primeiras gerações da web. Das interfaces mais estáticas, às experiências mais imersivas, o comportamento humano digital foi registrado na enciclopédia Google.

A princípio, a World Wide Web tinha a missão de democratizar a informação. Um agregador de busca bem posicionado potencializa a capacidade de usuários encontrarem todos os tipos de informação. Por isso perdura até hoje.

Aliado a sua capacidade de entregar valor para marcas, o Google Trends é uma ferramenta essencial para entender o registro de tendências no ecossistema digital. Catapulta o uso de usuários, catapulta o uso corporativo.

Entender a evolução do comportamento social traz alguns lampejos sobre o caminho que a humanidade anda. Com uma granularidade maior de tendências tecnológicas, cabe entender que o mundo será cada vez mais conectado, de diferentes formas.

Se você quer conhecer as principais ferramentas e frameworks de gestão, vendas e growth das maiores empresas do mundo, lugar em que o Google se encontra atualmente com seus vários produtos, entre eles o Google Trends e as pesquisas do Google, conheça o G4 Imersão e Mentoria e aprenda, com nomes de track record comprovado quais caminhos percorrer para evoluir seu negócio.

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